Fechamento de Mercado - 02/04/2025

Conforme esperado, o chamado “Dia da Libertação dos EUA”, atribuição dada ao dia de divulgação das tarifas de reciprocidade de Donald Trump, foi marcado pela cautela nas negociações dos mercados globais, enquanto investidores aguardavam o esperado anúncio das tarifas recíprocas, conhecidas somente a partir das 17h – já no fechamento dos mercados no Brasil. Entretanto, o dia também reservou o primeiro dado de mercado de trabalho norte-americano da semana, a pesquisa ADP que mostrou uma criação de empregos maior do que o esperado em março, bem como a revisão para cima no dado de fevereiro. O indicador que antecede o payroll, que será conhecido na próxima sexta-feira, foi uma notícia positiva em meio as incerteza com o ritmo da economia local, ao menos o mercado de trabalho permanece saudável. Assim, os índices em Nova York encerraram com ganhos, no sentido contrário ao fechamento, mais cedo, nas bolsas europeias. O cenário também favoreceu o avanço dos rendimentos dos Treasuries.

 

No Brasil, em meio às incertezas relacionadas ao tarifaço de Trump, o Ibovespa operou próximo da estabilidade desde a abertura. Na carteira do índice, destacou-se o recuo de Blue Chips e de exportadoras, em meio ao recuo do dólar, e a alta de alguns papéis mais sensíveis ao ciclo econômico – apesar da leve abertura observada ao longo da curva de juros. Quanto ao juros domésticos, o comportamento foi em linha ao observado no exterior e ignorou o dado local da agenda econômica de hoje que reforçou a leitura de uma economia em desaceleração. Pela manhã, a Pesquisa Mensal da Industria (PIM) de fevereiro ficou abaixo do esperado ao recuar 0,1% quando o esperado era avanço de 0,3%. Neste pano de fundo, o Ibovespa terminou praticamente estável (+0,03%) aos 131.190 pontos e giro financeiro de R$ 22 bilhões.