Análise de Resultado (4T24): Resultados e geração de caixa prontos para acelerar em 2025!

A Suzano reportou EBITDA ajustado de R$ 6,481 bilhões para o 4T24, recuando 1% no trimestre, mas crescendo 44% em base anual, 3% acima da projeção do Bradesco BBI e do consenso de mercado, impulsionado principalmente por maiores volumes nos segmentos de celulose e papel, parcialmente compensados por menores preços realizados de celulose, maiores custos na divisão de papel (devido principalmente à Pactiv) e maiores despesas. No segmento de celulose, o EBITDA atingiu R$ 5,730 bilhões (7% maior que o esperado, crescendo 53% em um ano) devido a volumes mais fortes (25% maiores, principalmente na unidade Ribas) e câmbio favorável, parcialmente compensado por preços mais baixos (13%). Em 2024, as remessas de celulose aumentaram 6%, para 10,865 milhões de toneladas, enquanto esperamos que os volumes saltem mais 17% em 2025 (para 12,824 milhões), refletindo a contribuição de Ribas. Também destacamos que o custo caixa da celulose/tonelada (excluindo as paradas para manutenção) caiu 6% no trimestre, para R$ 807 (em linha com a nossa projeção de R$ 810). Quanto à divisão de papel, o EBITDA de R$ 751 milhões ficou bem abaixo da nossa estimativa de R$ 961 milhões (caindo 9% no trimestre), explicado principalmente pelo custo caixa maior do que o esperado após a incorporação da Pactiv, bem como maiores despesas. Além disso, a geração caixa (excluindo as aquisições) atingiu cerca de R$ 2,5 bilhões e a alavancagem subiu 0,1x, para 3,3x a relação Dívida Líquida/EBITDA no trimestre. Celulose: O EBITDA totalizou R$ 5,730 bilhões no 4T24 (1% maior no trimestre e 53% no ano), 7% acima da nossa projeção. Os volumes de vendas de celulose aumentaram 25% no trimestre (e 19% em um ano), devido aos volumes incrementais de Ribas (quase 400 mil toneladas, em nossa visão), bem como à demanda mais forte na China e na Europa. Em 2024, os embarques de celulose atingiram 10,865 milhões de toneladas, 6% maiores, também ajudados pela contribuição da unidade de Ribas. Enquanto isso, os preços de exportação realizados ficaram em linha com nossa estimativa em US$ 584/tonelada (13% menores no trimestre, mas 2% maiores em um ano), ligeiramente acima do índice FOEX China, que caiu 14%. Olhando para o 1T25, os preços realizados devem melhorar gradualmente, após as recentes iniciativas de aumento de preços na China e na Europa — embora observemos que parte do aumento só deve fluir por meio dos resultados no 2T25. Por fim, em custos, o custo caixa/tonelada (excluindo as paradas para manutenção) caiu 6% no trimestre, para R$ 807, refletindo os custos mais competitivos de Ribas e maior diluição de custos fixos. Suzano R$ milhões 4T24 4T24