Perspectivas Econômicas - Abril 2026

Perspectivas Econômicas de Abril

  • A escalada militar no Oriente Médio levou ao bloqueio quase total do Estreito de Ormuz, provocando um choque global de oferta de energia que elevou fortemente os preços do petróleo, intensificou as pressões inflacionárias, aumentou a volatilidade financeira, deteriorou as perspectivas de crescimento mundial e reforçou uma postura mais cautelosa dos bancos centrais, em especial do Federal Reserve, que enfrenta um cenário desafiador de atividade econômica enfraquecida e inflação persistente, com riscos crescentes de estagflação caso o conflito se prolongue.
  • No Brasil, embora a alta global do petróleo melhore os termos de troca e gere ganhos fiscais e externos, o país segue altamente vulnerável ao choque energético por não ser autossuficiente em derivados, importando parcela relevante de diesel e gasolina, o que pressiona inflação, custos logísticos e o agronegócio, reacende riscos inflacionários, exige medidas fiscais compensatórias, limita a apreciação cambial em ambiente de aversão ao risco e obriga o Banco Central a adotar uma postura monetária mais cautelosa, elevando a trajetória esperada da Selic em 2026 em relação ao cenário pré conflito.
  • Com a Selic Média projetada acima de 13,5% em todos os cenários e elevada incerteza sobre o ritmo de cortes, a renda fixa se consolida como a classe de ativos mais atrativa, favorecendo uma estratégia defensiva e diversificada entre prefixados de curto prazo, títulos IPCA+ de médio prazo e pós-fixados ao CDI, equilibrando retorno, proteção e flexibilidade em um ambiente ainda volátil.
  • A bolsa brasileira tende a permanecer pressionada por juros ainda elevados, desaceleração global e custos mais altos no agronegócio e na logística, resultando em um mercado mais seletivo do que direcional, no qual o investidor deve adotar postura prudente e manter exposição acionária criteriosa.