Energia como vetor macro: o bloqueio do Estreito de Ormuz impôs um choque prolongado de oferta, incorporando prêmio geopolítico estrutural ao preço do petróleo e reacendendo pressões inflacionárias globais.
Crescimento sacrificado: a combinação de energia cara e disrupções logísticas reduziu o potencial de expansão global, tornando inviáveis as projeções de crescimento divulgadas no início do ano.
Política monetária mais restritiva: inflação persistente e atividade resiliente nos EUA sustentam juros elevados por mais tempo; no Brasil, o ciclo de cortes tende a ser mais curto e gradual.
Brasil como exceção relativa: melhora nos termos de troca e forte entrada de capital posicionam o país como destino preferencial de fluxos em um mundo mais avesso ao risco.