O começo de 2026 foi marcado por instabilidade global que enfraqueceu o dólar americano e favoreceu mercados emergentes. Daqui para frente, não estamos convencidos da continuidade do movimento de desvalorização do dólar no plano global. Há boas razões para acreditar em uma estabilização daqui para frente.
No Brasil, os dados recentes reforçam perda de tração da economia no 4T25 e o cenário de inflação benigna adiante apoia início do afrouxamento monetário em março. Nosso cenário base é de que o primeiro corte na Selic será de 0,5 p.p.. Para final de 2026, projetamos Selic em 12,5%. Isso representa um orçamento de corte de juros de 2,5 p.p. em 2026.
No Brasil, a renda fixa permanece atrativa, com taxa nominal média estimada em 13,5% para o ano, favorecendo retornos reais robustos.
Na renda variável, o Ibovespa próximo dos 190 mil pontos indica que o valuation já não está tão descontado quanto antes. Como o recente rally foi puxado principalmente por blue chips compradas por estrangeiros, o relativo agora favorece empresas small caps, onde há maior assimetria e potencial de retorno.