Renda Fixa Privada

O início do conflito entre Estados Unidos e Irã, além de gerar estresse no câmbio, impulsionou as cotações do petróleo. Esse movimento deteriora as perspectivas para a inflação e para o crescimento do PIB global, ao mesmo tempo que reduz o espaço para cortes de juros pelos principais Bancos Centrais.

 

Por ora, tratamos o episódio como um choque, mas reconhecemos uma piora do binômio inflação e atividade. Seguimos projetando que o Banco Central manterá seu plano de voo, iniciando o ciclo de cortes de juros na reunião de 18 de março, mas a magnitude do corte segue incerta.

 

Mesmo com a expectativa de uma Selic mais baixa ao longo de 2026, os instrumentos de renda fixa seguem atrativos. Nossa preferência permanece nos títulos indexados ao IPCA (IPCA+), que combinam proteção contra a inflação com juros reais ainda bastante elevados no Brasil.

 

Em momentos de estresse ou de assimetrias nas expectativas, travar essas taxas por horizontes longos pode gerar retornos expressivos — e, em nossa visão, estamos em um desses momentos.