Fechamento de Mercado - 08/09/2026

 

 

Ibovespa volta a subir e supera os 187 mil pontos

O primeiro pregão após o feriado de 7 de setembro foi marcado por desempenhos distintos entre o mercado brasileiro e o exterior. No cenário internacional, prevaleceu a cautela após ataques dos Houthis a instalações de energia na Arábia Saudita renovarem as preocupações com interrupções mais prolongadas na oferta global e levarem o petróleo a se aproximar de US$ 100 por barril. O movimento reforçou os temores inflacionários em um momento no qual o payroll de agosto, mais forte do que o esperado, já havia aumentado as apostas de que o Federal Reserve poderia voltar a elevar os juros. Com isso, os rendimentos dos Treasuries avançaram e limitaram o apetite por risco em Nova York, embora as ações de tecnologia tenham apresentado maior resistência. O dólar recuou diante das principais moedas, pressionado especialmente pela valorização do iene, enquanto os investidores aguardavam os dados de inflação dos Estados Unidos previstos para o fim da semana.

No Brasil, o Ibovespa fechou em alta de 1,20%, aos 187.367 pontos, com giro financeiro de R$ 21,2 bilhões. O índice chegou a ampliar os ganhos ao longo da sessão e superou os 189 mil pontos na máxima intradiária, mas perdeu força durante a tarde. Petrobras e outras petroleiras foram beneficiadas pela valorização do petróleo, enquanto a Vale avançou acompanhando a alta do minério de ferro. Os bancos também contribuíram para o desempenho positivo do índice, com destaque para Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e BTG Pactual. Entre as ações ligadas à economia doméstica, varejistas como Lojas Renner, Magazine Luiza e C&A registraram ganhos. O dólar recuou 0,88%, para R$ 5,08, acompanhando a fraqueza da moeda americana no exterior, enquanto os juros futuros cederam, sobretudo nos vencimentos mais longos.