Fechamento de Mercado - 02/09/2026

 

 

Ibovespa avança pela 11ª sessão consecutiva com fluxo externo e queda dos juros

No exterior, os mercados operaram com desempenho misto ao longo da sessão, enquanto investidores avaliaram a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, que apontou crescimento moderado da atividade econômica em boa parte dos distritos dos Estados Unidos. Dados de emprego mais fracos divulgados anteriormente seguem alimentando expectativas de uma postura menos restritiva por parte da autoridade monetária americana, contribuindo para a acomodação dos rendimentos dos Treasuries que nos vértices curtos e intermediários encerraram em baixa. Ao mesmo tempo, as atenções permanecem voltadas às tensões geopolíticas e aos movimentos das commodities, com o petróleo sustentando viés positivo e o ouro interrompendo a sequência recente de perdas.

No Brasil, o ambiente externo mais favorável se somou, ao que tudo indica, à forte entrada de recursos estrangeiros, impulsionando os ativos locais. O Ibovespa avançou para os maiores níveis em cerca de quatro meses, amparado principalmente pelo desempenho dos setores com maior participação no índice, como bancos e commodities, além das ações ligadas ao ciclo doméstico, beneficiadas pelo movimento de queda da curva de juros. A retração dos juros futuros reforçou o movimento positivo da Bolsa, levando o Ibovespa a encerrar o pregão em alta de 3,05%, aos 182.205 pontos, enquanto o dólar voltou a perder força frente ao real, encerrando o dia em queda de 0,92%, cotado a R$ 5,11. Os investidores também repercutiram indicadores de atividade mais moderados, que reforçam a percepção de continuidade do processo de flexibilização monetária nos próximos meses.