Risco global e reprecificação de juros levam Ibovespa à queda
As bolsas internacionais encerraram esta quarta-feira em queda, em um movimento de redução de risco diante do avanço das tensões geopolíticas, da alta do petróleo e de novos sinais de resiliência da economia americana. A combinação entre energia mais cara, dados fortes nos Estados Unidos e incertezas sobre tarifas comerciais sustentou o dólar e os rendimentos dos Treasuries ao longo do dia, reforçando a percepção de juros globais elevados por mais tempo. Na Europa e em Nova York, o tom foi predominantemente defensivo, enquanto o petróleo voltou a se aproximar de US$ 100 o barril, adicionando prêmio de risco aos mercados.
No Brasil, o ambiente externo adverso se somou à cautela pré-feriado de Corpus Christi, levando investidores a reduzirem posições em bolsa. O Ibovespa acompanhou o movimento negativo e encerrou em queda, pressionado por Vale, bancos e papéis sensíveis à curva de juros. Ao término do pregão, o Ibovespa tinha queda de 2,22% aos 170.331 pontos com giro financeiro de R$ 28,3 bilhões. A curva de DIs abriu ao longo do pregão, refletindo a alta do petróleo, dados domésticos mais fortes, como a produção industrial acima do esperado, e a percepção de menor espaço para cortes adicionais da Selic. No câmbio, o dólar avançou 1,14% frente ao real, cotado aos R$ 5,10, em linha com o fortalecimento global da moeda.