Inflação no Brasil surpreende para baixo e reforça otimismo local
No exterior, o viés de alta prevaleceu entre as principais bolsas globais, ainda que os investidores tenham mantido postura cautelosa antes da decisão de juros do Federal Reserve, prevista para esta quarta-feira. As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta e, em Nova York, S&P 500 e Dow Jones também avançaram. A exceção ficou com o Nasdaq, que destoou do movimento positivo, pressionado por uma realização em ações de tecnologia diante das dúvidas sobre o ritmo, a magnitude e o retorno dos investimentos em inteligência artificial. Ainda no cenário externo, a acomodação das tensões geopolíticas contribuiu para uma forte queda dos preços do petróleo, que recuou pouco mais de 5% na sessão. O movimento pressionou ações ligadas à commodity, mas também ajudou a aliviar parte das preocupações inflacionárias globais, contribuindo para o recuo dos rendimentos dos Treasuries e para o enfraquecimento do dólar em escala global.
No Brasil, o destaque foi o IPCA-15 de julho, que veio abaixo das expectativas e reforçou a percepção de continuidade do ciclo de redução da Selic. O resultado favoreceu a queda dos juros futuros e sustentou a alta da Bolsa ao longo do pregão, com destaque para bancos e empresas ligadas à economia doméstica. O movimento positivo ocorreu mesmo diante da fraqueza do minério de ferro e da queda do petróleo, fatores que limitaram o desempenho de algumas ações de commodities. Ao final do pregão, o Ibovespa encerrou com alta de 0,70%, aos 176.565 pontos, com giro financeiro de R$ 21,9 bilhões. O dólar, por sua vez, andou na contramão dos pares globais e teve leve alta de 0,20% frente ao real, cotado a R$ 5,12/US$. Na agenda de amanhã, quarta-feira, o destaque será a decisão de juros nos Estados Unidos, que será conhecida ao longo da tarde.