Petróleo e juros globais pressionam bolsas
A preocupação com uma possível intensificação das tensões no Oriente Médio dominou os mercados internacionais nesta quinta-feira, levando o petróleo a avançar com força e reforçando temores de inflação mais persistente. Ao mesmo tempo, dados da economia americana acima do esperado e declarações de dirigentes do Federal Reserve sustentaram a expectativa de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos, impulsionando os rendimentos dos Treasuries e fortalecendo o dólar. Nesse ambiente, as bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa, enquanto os índices de Nova York permaneceram pressionados ao longo do dia.
O Ibovespa encerrou em queda de 0,99%, aos 183.966 pontos e giro financeiro de R$ 19 bilhões, acompanhando o movimento de aversão ao risco no exterior. O índice chegou a oscilar em torno da estabilidade pela manhã, mas perdeu força ao longo do pregão, em meio à piora das bolsas internacionais e à cautela dos investidores com o cenário eleitoral doméstico. Entre os destaques corporativos, a Petrobras recuou apesar da valorização do petróleo, enquanto a Vale recuou mesmo com estabilidade do minério de ferro. A Yduqs ganhou destaque após anunciar fusão com a Afya, e os bancos figuraram entre as principais pressões negativas da sessão. O dólar terminou em alta de 0,49% frente ao real, cotado aos R$ R$ 5,19/US$, e os juros futuros avançaram, em meio à maior prudência dos investidores.