Fechamento de Mercado - 17/04/2026

 

 

Queda do petróleo reduz pressão nos juros, mas Ibovespa recua

Os mercados globais encerraram o dia com viés mais construtivo após sinais de distensão nas tensões geopolíticas, com a indicação de que o tráfego pelo Estreito de Hormuz seguirá sem interrupções. A leitura reduziu o prêmio de risco nos ativos e provocou queda de mais de 8% do petróleo, reforçando a percepção de menor pressão inflacionária à frente. Nesse contexto, os juros dos Treasuries recuaram e o dólar perdeu força no exterior. As bolsas em Nova York e na Europa fecharam em alta firme, apoiadas pelo alívio nas condições financeiras globais, enquanto ações ligadas ao setor de energia ficaram para trás, pressionadas pelo forte ajuste do petróleo. O movimento favoreceu setores menos expostos à commodity e sustentou um ambiente mais seletivo entre os investidores ao longo da sessão.

No Brasil, o recuo do petróleo se traduziu em fechamento da curva de juros, com o mercado reforçando apostas em uma trajetória mais favorável para a Selic, o que deu suporte a setores e ações sensíveis a juros. No câmbio, o real acompanhou o movimento externo, com o dólar recuando 0,2% frente à moeda brasileira, cotado a R$ 4,98. Apesar do ambiente externo mais benigno, o Ibovespa encerrou em baixa, pressionado principalmente pelo desempenho de Petrobras, impactada pela queda expressiva do Brent. O índice recuou 0,55%, aos 195.734 pontos, em um pregão marcado por forte giro financeiro, que somou R$ 44,4 bilhões, refletindo elevada atividade dos investidores.