Fechamento de Mercado - 26/06/2026

 

 

Petróleo recua e bancos sustentam Ibovespa

No cenário global, os mercados encerraram o dia em tom misto, refletindo uma correção nas ações de tecnologia e semicondutores, diante de dúvidas sobre a sustentabilidade do ciclo de investimentos em inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o petróleo fechou em forte queda — com o Brent recuando perto de 3,0%, aos US$ 72,60 por barril, e acumulando perda de quase 10% na semana —, pressionado pelo aumento da oferta e pelo arrefecimento de tensões geopolíticas, o que aliviou expectativas inflacionárias e enfraqueceu o dólar no exterior. Esse pano de fundo permitiu às bolsas americanas recuperar parte das perdas ao longo do pregão, enquanto a Europa fechou no campo negativo.

No Brasil, o Ibovespa encerrou em alta de 0,76%, aos 173.295 pontos e R$ 23,7 bilhões de giro financeiro, apoiado por um ambiente externo mais favorável aos ativos de risco e pelo bom desempenho dos grandes bancos. Os juros futuros recuaram, acompanhando tanto o alívio inflacionário quanto o movimento externo de queda das taxas americanas. No câmbio, o dólar fechou em baixa frente ao real, cotado próximo de R$ 5,17, influenciado pela fraqueza global da moeda americana, pelo fluxo cambial positivo e pela atuação do Banco Central. Em sentido oposto, a desvalorização do petróleo limitou os ganhos do índice, sobretudo entre as petroleiras, com destaque negativo para a Braskem, ainda pressionada por preocupações com sua estrutura de capital, enquanto Eneva e Multiplan se valorizaram após anúncios voltados à remuneração do acionista.