Petróleo alivia, mas não anima
As bolsas fecharam, em sua maioria, em alta no exterior nesta sexta-feira, mas em um movimento de recuperação parcial após a forte aversão ao risco vista ontem. A queda do petróleo, diante de expectativas de avanços diplomáticos no Oriente Médio, ajudou a aliviar parte das preocupações com a inflação global e favoreceu uma acomodação dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos. Ainda assim, na semana, o petróleo acumulou uma alta de quase 10%. Os investidores mantiveram postura cautelosa diante das incertezas relacionadas às tensões geopolíticas e dos debates sobre os próximos passos da política monetária nas principais economias.
No Brasil, esse enfraquecimento do petróleo limitou o desempenho das ações ligadas ao setor, enquanto o minério de ferro registrou leve alta no mercado internacional, contribuindo para dar suporte às empresas de mineração. O Ibovespa fechou em baixa, pressionado principalmente pelo movimento de realização de lucros em empresas de commodities, embora o ambiente externo menos adverso tenha favorecido o câmbio e reduzido a pressão sobre os juros futuros. Os investidores também seguiram atentos ao cenário econômico doméstico e às perspectivas para a política monetária. Assim, o Ibovespa encerrou em baixa de 1,52%, aos 174.042 pontos e giro financeiro de apenas R$ 16,5 bilhões. O dólar, por sua vez, fechou em leve queda de 0,06% frente ao real, cotado aos R$ 5,10.