Ibovespa oscila com perda de fôlego externo
As bolsas globais encerraram a quinta-feira sem direção única, com desempenho desigual entre os principais índices diante de dados econômicos e incertezas no cenário internacional. Em Nova York, o setor de tecnologia sustentou os ganhos e levou Nasdaq e S&P 500 a novas máximas históricas, enquanto o Dow Jones teve desempenho mais fraco, acompanhando as bolsas da Europa. No pano de fundo, indicadores dos Estados Unidos reforçaram uma leitura mais equilibrada da economia: inflação mais comportada, desaceleração do PIB e leve alta nos pedidos de auxílio-desemprego sugerem moderação, embora o consumo resiliente e a surpresa positiva nas encomendas industriais indiquem atividade ainda firme. Em paralelo, dólar perdeu força globalmente e os rendimentos dos Treasuries recuaram, enquanto o petróleo fechou em leve alta após volatilidade ao longo da sessão.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o viés externo mais indefinido e encerrou o dia em queda, em meio a oscilações ao longo do pregão. O índice recuou 0,39%, aos 175.063 pontos, com giro financeiro de R$ 20,7 bilhões. Além do recuo dos títulos americanos, a leitura mais fraca do mercado de trabalho formal contribuiu para reduzir a pressão sobre a curva de juros doméstica, que passou a refletir menor risco inflacionário no curto prazo. No câmbio, o real se valorizou, com o dólar caindo 0,57% frente à moeda brasileira, negociado a R$ 5,03, favorecido pelo ambiente externo mais benigno.