Alívio da inflação sustenta alta das bolsas
Os mercados internacionais encerraram a quinta-feira em tom positivo, apoiados por indicadores que reforçaram a percepção de desaceleração gradual da inflação nos Estados Unidos e reduziram a pressão sobre os juros de mercado. O recuo dos rendimentos dos títulos públicos americanos favoreceu os ativos de maior risco, enquanto o enfraquecimento do dólar no exterior contribuiu para um ambiente mais favorável aos mercados globais.
No Brasil, a queda do IGP-M em julho, recuo mais forte do que o esperado, somou-se aos sinais de moderação da atividade econômica e manteve a trajetória de recuo dos juros futuros, impulsionando principalmente ações ligadas ao ciclo doméstico. O Ibovespa fechou em alta, com destaque para varejistas, construtoras e parte do setor financeiro. Já empresas expostas a balanços corporativos mais fracos tiveram desempenho inferior, enquanto Vale e petroleiras exibiram comportamento mais moderado. Ao final do pregão, o Ibovespa tinha alta de 1,88%, aos 177.159 pontos e giro financeiro de R$ 22,7. O dólar, por sua vez, teve queda de 0,93% frente ao real, cotado aos R$ 5,06/US$.