Inflação dos EUA sustenta alta global
No exterior, os mercados fecharam majoritariamente em alta após a divulgação de um índice de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos abaixo das expectativas, reforçando a percepção de menor pressão sobre a política monetária americana. O dado favoreceu a queda dos rendimentos dos Treasuries e enfraqueceu o dólar no mercado internacional, enquanto as bolsas de Nova York tiveram apoio principalmente das ações de tecnologia. Ainda assim, o avanço de cerca de 2% do petróleo, em meio às tensões geopolíticas, manteve uma dose de cautela no radar dos investidores.
No Brasil, o ambiente externo mais favorável sustentou a alta do Ibovespa, com apoio do dólar mais fraco, do recuo dos juros americanos e do desempenho das commodities. O minério de ferro avançou na China e em Singapura, beneficiando ações ligadas ao setor, enquanto a curva de juros brasileira recuou, acompanhando a leitura de menor pressão inflacionária global. Com esse pano de fundo, o Ibovespa subiu 0,51%, aos 176.641 pontos, com giro financeiro de R$ 21,8 bilhões; no câmbio, o dólar recuou 1,06%, cotado a R$ 5,08.