Fechamento de Mercado - 17/06/2026

 

 

Fed freia apetite por risco

No cenário internacional, a decisão do Fed mudou o tom da sessão, levando os mercados a deixarem a estabilidade inicial e encerrarem em queda firme. Embora a manutenção dos juros já fosse amplamente esperada, a comunicação do banco central americano reforçou a cautela ao destacar que a inflação segue acima da meta, sem oferecer uma orientação clara sobre os próximos passos da política monetária. O gráfico de pontos também indicou maior concentração de dirigentes projetando juros mais altos nos Estados Unidos ainda em 2026. A reação foi negativa em Nova York, com queda firme dos principais índices acionários, enquanto os juros dos Treasuries e o dólar global ganharam força. Também ficaram no radar declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de alta de juros neste ano, além da sinalização de que um acordo com o Irã poderia ser assinado nas próximas 48 horas, o que ajudou a preservar algum alívio em relação às tensões geopolíticas. O petróleo Brent fechou em leve queda e segue negociando abaixo dos US$ 80 dólares por barril.

No Brasil, o Ibovespa acompanhou a piora externa e fechou em queda de 0,70%, aos 168.454 pontos, com giro financeiro de R$ 28,8 bilhões. O índice perdeu o nível dos 169 mil pontos, pressionado pela redução do apetite por risco após o Fed, pela queda em Nova York e pela expectativa em torno da decisão do Copom, prevista para depois do fechamento. No câmbio, o dólar avançou 0,41% frente ao real, cotado a R$ 5,11, em linha com a valorização da moeda americana no exterior. Já os juros futuros voltaram a subir, refletindo a pressão das curvas globais e a cautela dos investidores antes do comunicado do Banco Central.