Fechamento de Mercado - 27/03/2026

 

 

Geopolítica pesa no fechamento

A sexta-feira terminou com os mercados globais em modo de maior aversão ao risco, em meio à escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à manutenção do petróleo Brent acima de US$ 100, o que segue reprecificando expectativas de inflação via energia. A busca por proteção continuou pautando os investimentos: metais preciosos avançaram, enquanto os rendimentos longos dos Treasuries permaneceram pressionados. Nos EUA, o movimento defensivo se intensificou à tarde, levando as bolsas de Nova York a ampliarem perdas, com o índice Nasdaq recuando mais de 2%, refletindo forte realização em setores tais como comunicação, tecnologia e financeiro.

No Brasil, essa volatilidade externa contaminou a curva de juros: após apagarem a leve queda que prevaleceu durante boa parte do pregão, os DIs de prazos mais curtos passaram a subir entre 5 e 6 pontos-base, em um movimento de proteção antes do fim de semana. O Ibovespa acompanhou o ambiente global adverso e encerrou o dia pressionado, ainda que parte das perdas tenha sido mitigada pelo desempenho das petrolíferas. Ao término do pregão, o principal índice da B3 tinha queda de 0,64% aos 181.557 pontos com giro financeiro de R$ 25,7 bilhões. Enquanto isso, o câmbio teve sessão volátil, mas terminou com o dólar em leve queda de 0,28% cotado aos R$ 5,24. No campo macroeconômico doméstico, os dados de desemprego em 5,8% no trimestre até fevereiro e o déficit em transações correntes em linha com as expectativas ficaram em segundo plano, mas reforçam a cautela na calibragem da política monetária.