Fechamento de Mercado - 27/07/2026

 

 

Petróleo em queda favorece bolsa brasileira

A redução das tensões geopolíticas e a forte queda do petróleo em torno de 10% marcaram os mercados globais neste início de semana. Com a commodity voltando a ser negociada abaixo de US$ 90 por barril, investidores ampliaram a busca por ativos de risco, enquanto os rendimentos dos títulos soberanos perderam força. O foco do mercado segue voltado para a decisão de juros do Federal Reserve que irá ocorrer na quarta-feira e para a temporada de balanços das grandes empresas de tecnologia, o que manteve as bolsas de Nova York sem direção única. Na Europa, os principais índices encerraram o dia em alta, impulsionados pelo alívio nos preços da energia e pelo avanço do setor de tecnologia. 

No Brasil, o Ibovespa fechou em alta, beneficiado principalmente pela melhora do ambiente externo. Por outro lado, a queda do petróleo pressionou empresas do setor de energia e limitou ganhos mais expressivos da bolsa. Ao final da sessão, o Ibovespa encerrou em alta de 0,74%, aos 175.334 pontos com giro financeiro de apenas R$ 19 bilhões. O dólar encerrou o dia fortalecido frente ao real que teve o pior desempenho frente aos emergentes por conta da queda do petróleo e a consequente piora nos termos de troca. Assim, o dólar encerrou com alta de 0,62% frente ao real, cotado aos R$ 5,11/US$. Os juros futuros recuaram em sintonia com a acomodação do petróleo e dos rendimentos dos títulos globais. Os investidores também seguiram monitorando as expectativas para a próxima decisão do Copom e as atualizações do cenário inflacionário doméstico. E por falar em inflação, o mercado aguarda com expectativa a divulgação do IPCA-15 de julho que ocorrerá nesta terça-feira.