Fechamento de Mercado - 26/08/2026

 

 

Cautela com juros dos EUA limita bolsas

O IPCA-15 abaixo do esperado trouxe alívio inicial aos ativos domésticos, mas a divulgação do PCE dos Estados Unidos acima das estimativas aumentou a cautela em relação à trajetória dos juros americanos. Nesse ambiente, as bolsas de Nova York recuaram, enquanto o tom positivo prevaleceu entre os principais índices europeus. Os rendimentos dos Treasuries e o dólar ganharam força após o dado de inflação. Já o petróleo manteve a trajetória de queda, em meio às expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz e ao avanço das iniciativas diplomáticas na região.

No Brasil, o Ibovespa chegou a ampliar os ganhos e alcançou o maior nível em três semanas durante o pregão, mas perdeu força ao longo da sessão e fechou com estável (+0,01%), aos 174.586 pontos, com giro financeiro de R$ 19,3 bilhões. O ambiente doméstico continuou favorecido pela deflação do IPCA-15 e pela expectativa de corte da Selic, embora o avanço dos rendimentos dos Treasuries tenha limitado o desempenho dos ativos locais e contribuído para a alta de 0,22% do dólar, a R$ 5,15. A curva de juros, que chegou a recuar pela manhã, passou a registrar viés de alta nos vencimentos intermediários e longos. Entre os destaques corporativos, a Oncoclínicas avançou com a decisão da CVM favorável à OPA, Petrobras mostrou resiliência apesar da queda do petróleo, enquanto Vibra e Braskem ficaram entre os destaques negativos por notícias corporativas específicas.