Fechamento de Mercado - 10/09/2026

 

 

Exterior pressionou, Ibovespa reagiu

As preocupações com a inflação global seguiram no centro das atenções dos mercados internacionais, após a alta do petróleo e dados de preços nos Estados Unidos reforçarem a expectativa de juros mais elevados. A probabilidade de alta de juros na reunião de setembro nos EUA subiu para próximo de 75%. As bolsas de Nova York fecharam em queda, enquanto os índices europeus também recuaram após a decisão do Banco Central Europeu de elevar os juros. Os rendimentos dos Treasuries avançaram, o dólar ganhou força no exterior e o petróleo fechou com alta de 6%, atingindo US$ 107 por barril em meio às tensões no Oriente Médio. O minério de ferro, por sua vez, recuou nos mercados asiáticos.

No Brasil, o Ibovespa destoou do exterior e fechou em alta de 1,42%, aos 188.269 pontos, com giro financeiro de R$ 22,9 bilhões. Após chegar a operar em queda na primeira parte do pregão, o índice ganhou tração ao longo da manhã e ampliou os ganhos com a repercussão de pesquisas e sinais do mercado relacionados ao cenário eleitoral, movimento que também favoreceu o dólar e os juros futuros com prazos médios e longos. Bancos estiveram entre os principais destaques positivos, com avanço de Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e BTG Pactual, enquanto Petrobras contribuiu para o desempenho do índice apoiada pela valorização do petróleo. Na direção contrária, Vale limitou parte dos ganhos diante da queda do minério de ferro no exterior. O dólar encerrou em baixa de 0,19%, a R$ 5,10, enquanto a curva de juros recuou, com destaque para os vencimentos mais longos. A sessão refletiu principalmente uma melhora da percepção sobre o ambiente doméstico, mesmo em um contexto externo menos favorável.