Fechamento de Mercado - 23/07/2026

 

 

Petróleo a US$ 100 mantém mercados na defensiva

A quinta-feira foi de aversão ao risco para os principais índices acionários ao redor do mundo. Na Europa, as bolsas recuaram diante da forte queda das ações de tecnologia após resultados corporativos abaixo das expectativas, enquanto o Banco Central Europeu manteve os juros inalterados e reforçou a preocupação com uma inflação mais persistente. Nos EUA, o tom negativo também predominou com as bolsas fechando em queda. Ao mesmo tempo, o petróleo permaneceu acima de US$ 100 por barril, com alta de pouco mais de 6%, sustentado pelas tensões geopolíticas envolvendo importantes rotas de transporte de energia, o que reforçou a pressão sobre os juros globais e o dólar. 

No Brasil, o mercado foi influenciado por forças opostas. A alta do petróleo favoreceu as empresas de energia, enquanto a valorização do minério de ferro deu suporte às exportadoras de commodities. Em contrapartida, o ambiente de juros elevados por mais tempo continuou limitando o desempenho de setores mais ligados ao consumo, varejo e à construção civil. Com isso, os investidores mantiveram postura seletiva, acompanhando os impactos das commodities, dos juros globais e da temporada de resultados corporativos sobre os ativos domésticos. O Ibovespa encerrou o dia com queda de 0,46%, aos 176.724 pontos e giro financeiro de R$ 21 bilhões. O dólar fechou em alta de 0,64%, cotado aos R$ 5,08/US$.