Com apoio das commodities, Ibovespa fecha em nova máxima histórica
A sexta-feira teve desempenho misto nas bolsas internacionais, em meio a PMIs nos EUA mostrando atividade moderada e à aproximação da decisão do Federal Reserve na próxima semana, o que manteve os Treasuries instáveis. O petróleo avançou diante de tensões geopolíticas e do frio intenso nos EUA, que reacendeu preocupações com oferta, enquanto o ouro se manteve firme e a prata renovou máximas históricas. No câmbio global, o dólar exibiu direção indefinida frente a pares, ainda guiado por expectativas de política monetária. Na Ásia, o Banco do Japão manteve a taxa básica, prolongando a leitura de cautela nos mercados.
No Brasil, o Ibovespa voltou a se descolar do cenário global e renovou novamente a máxima histórica de fechamento. O índice apresentou forte alta de 1,86%, cotado aos 178.859 pontos, com giro financeiro de R$ 35,6 bilhões, após também registrar novo recorde intradia ao longo da sessão. O movimento foi sustentado pelo fluxo estrangeiro e pelo desempenho robusto das ações de petróleo e mineração, beneficiadas pela alta do Brent e do WTI. Petrobras liderou os ganhos entre as blue chips, enquanto empresas ligadas a metais adicionaram suporte adicional ao índice. Bancos avançaram de forma mais moderada, acompanhando o tom de apetite seletivo ao risco. No câmbio, o dólar encerrou a sessão praticamente estável (+0,03%), cotado a R$ 5,29, influenciado pelo diferencial de juros e pelo avanço das commodities, que ajudaram a limitar a volatilidade ao longo do dia. A curva de juros registrou oscilações leves, com investidores concentrando atenções na “Super Quarta” e no IPCA-15 da próxima semana. O pregão doméstico terminou refletindo um ambiente de fluxos favoráveis e foco em setores cíclicos ligados a óleo e minério.