Fechamento de Mercado - 10/04/2026

 

 

Ibovespa renova máxima histórica, apesar do IPCA acima do previsto

Os mercados globais encerraram esta sexta-feira com apetite por risco moderado. Em Nova York, os principais índices fecharam sem direção única, à medida que o mercado avaliou o dado de inflação ao consumidor dos Estados Unidos, que veio em linha com o esperado, mas mostrou pressão relevante nos preços de energia. Esse vetor contribuiu para a alta dos rendimentos dos Treasuries ao longo do dia. Ainda assim, o dólar perdeu força no exterior, enquanto os investidores seguiram monitorando sinais de possível acomodação nas tensões geopolíticas. Nesse ambiente, o ouro retomou fôlego, e as bolsas europeias terminaram o pregão majoritariamente estáveis, refletindo um cenário de cautela e espera por novos catalisadores.

No Brasil, o grande destaque do dia foi a divulgação do IPCA de março acima do consenso, o que provocou uma reprecificação da curva de juros. As taxas de vencimentos curtos e intermediários fecharam em alta, reduzindo significativamente a probabilidade de um corte de 0,50 ponto percentual da Selic na próxima reunião do Copom e reforçando a expectativa de redução mais contida, de 0,25 ponto percentual. Apesar do ajuste no mercado de juros, a percepção de que o diferencial de taxas do Brasil permanece elevado continuou favorecendo o fluxo estrangeiro. Nesse contexto, o Ibovespa fechou com alta de 1,12% aos 197.324 pontos com giro financeiro de R$ 33,4 bilhões, acumulando mais um recorde no ano. As ações da Petrobras foram um dos principais suportes da alta ao longo do pregão, operando próximas das máximas, mesmo em um dia de queda do petróleo no mercado internacional. O bom desempenho da estatal também se refletiu nas ADRs negociadas em Nova York, que destoaram negativamente de outras grandes petrolíferas globais. No câmbio, a combinação entre o enfraquecimento do dólar no exterior e o fluxo positivo para ativos domésticos manteve o real apreciado. A moeda americana caiu pelo terceiro pregão consecutivo e fechou próxima às mínimas em dois anos, mesmo diante de uma curva de juros doméstica mais inclinada. O dólar frente ao real terminou o dia cotado aos R$ 5,01 com queda de 1%, reforçando o ambiente favorável para os ativos de risco locais.