Semana decisiva começa com queda na Bolsa
O avanço do petróleo, em meio às preocupações com a oferta da commodity e às vésperas das decisões de política monetária do Federal Reserve, do Banco Central do Brasil, do Banco da Inglaterra e do Banco do Japão, elevou a cautela nos mercados globais. As bolsas asiáticas encerraram em queda, bem como a maioria dos índices acionários europeus. As bolsas de Nova York também fecharam no campo negativo, em um ambiente marcado por dúvidas sobre o ritmo de expansão dos investimentos em inteligência artificial. Os rendimentos dos Treasuries permaneceram elevados e o dólar ganhou força no exterior, enquanto o petróleo manteve valorização, embora tenha reduzido parte dos ganhos ao longo da sessão.
No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,91%, aos 185.501 pontos, com giro financeiro de R$ 17,1 bilhões, acompanhando o ambiente externo mais adverso. O índice permaneceu pressionado pela cautela global, pelo avanço dos juros futuros e pela perda de força de ações de maior peso, como Vale e bancos. As petroleiras também devolveram parte do fôlego visto mais cedo à medida que o petróleo desacelerou. O dólar avançou 0,44%, para R$ 5,15, em linha com o fortalecimento da moeda americana no exterior, enquanto a curva de juros exibiu inclinação, com maior pressão nos vencimentos intermediários e longos. Entre os destaques corporativos, Vale foi prejudicada pela queda do minério de ferro, bancos recuaram em bloco, Petrobras terminou com desempenho limitado apesar da valorização do petróleo e Ambev se destacou positivamente apoiada por seu perfil mais defensivo. A sessão refletiu principalmente a piora do apetite por risco no exterior em uma semana decisiva para os bancos centrais.