Treasuries e petróleo ditaram o tom
A aversão ao risco predominou nos mercados internacionais após a rejeição dos Estados Unidos a uma proposta de cessar-fogo envolvendo o Irã, mantendo as preocupações com o fornecimento de petróleo e seus impactos inflacionários. As bolsas de Nova York fecharam em queda, enquanto os mercados europeus encerraram mistos. O petróleo manteve forte valorização e o dólar avançou no exterior, acompanhando a alta dos rendimentos dos Treasuries, que renovaram máximas em anos. O foco dos investidores também se voltou para os dados de inflação e emprego dos Estados Unidos previstos para esta semana.
No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,26%, aos 182.991 pontos, com giro financeiro de R$ 18 bilhões. O índice oscilou ao longo do pregão, chegou a ampliar os ganhos em alguns momentos, mas perdeu força diante da combinação de petróleo mais caro, avanço dos juros futuros e cautela adicional com o ambiente doméstico. As ações da Petrobras contribuíram para limitar as perdas, favorecidas pela alta da commodity, enquanto os bancos pressionaram o índice em meio ao avanço da curva de juros. O dólar subiu 0,86%, para R$ 5,23, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana, e os juros futuros avançaram em diferentes vencimentos, refletindo a alta do petróleo, dos rendimentos dos Treasuries e das expectativas de inflação. Entre os destaques corporativos, Além da Petrobras, as petroleiras Prio, Brava e PetroReconcavo também registraram ganhos expressivos, enquanto Azzas recuou em realização de lucros após a forte valorização da sessão anterior.