O discurso do presidente do Federal Reserve em Jackson Hole dominou os mercados globais nesta sexta-feira, ao reforçar o compromisso com a meta de inflação e sustentar a percepção de juros mais elevados nos Estados Unidos. Nesse ambiente, as bolsas de Nova York oscilaram ao longo da sessão e fecharam no campo negativo, enquanto as bolsas europeias fecharam em alta, apoiadas por sinais de resiliência da atividade econômica na zona do euro. O dólar ganhou força no exterior e os rendimentos dos Treasuries avançaram, enquanto o petróleo recuou mesmo diante das incertezas no Oriente Médio, em meio à avaliação de que o fluxo de exportações da região permanece relevante.
No Brasil, o Ibovespa conseguiu reverter parte das perdas observadas ao longo do dia e fechou com leve alta de 0,30%, aos 175.664 pontos, com giro financeiro de R$ 14,6 bilhões. O índice chegou a operar em terreno positivo na abertura, virou para queda após a mudança de percepção sobre os juros americanos e depois reduziu as perdas até encerrar no positivo. O dólar avançou 0,67%, para R$ 5,20, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior, enquanto os juros futuros subiram, sobretudo nos vencimentos intermediários e longos. Entre os destaques corporativos, Petrobras sustentou parte do índice após elevação de recomendação, enquanto Vale foi pressionada pelas discussões sobre a tributação de lucros de controladas no exterior.