Petróleo e tecnologia derrubam (de novo) as bolsas
No cenário internacional, as bolsas em Nova York perderam fôlego na reta final e encerraram sem direção única, com o índice Nasdaq liderando as perdas. As ações de tecnologia, sobretudo as ligadas à inteligência artificial, seguiram sob pressão, em meio à cautela com novos investimentos diante da perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o petróleo aprofundou a queda recente — recuando cerca de 4% nos contratos futuros de Londres e Nova York —, em meio à redução das tensões geopolíticas e à perspectiva de normalização gradual da oferta. O movimento aliviou pressões inflacionárias, ainda que a expectativa de uma postura mais restritiva do Federal Reserve tenha sustentado o dólar no exterior.
No Brasil, o Ibovespa encerrou em queda moderada de 0,44%, aos 170.507 pontos e giro financeiro de R$ 27,1 bilhões, pressionado principalmente pelas ações ligadas a commodities, com destaque para os papéis da Petrobras, que acompanharam o forte recuo do petróleo. O alívio na commodity reduziu temores inflacionários e favoreceu o fechamento da curva de juros, mas o movimento foi parcialmente compensado pela valorização do dólar frente ao real, em sintonia com a tendência internacional. Empresas de mineração e siderurgia também pesaram, em meio a preocupações com a demanda chinesa, enquanto setores domésticos sensíveis ao crédito ofereceram algum alívio.