Fechamento de Mercado - 12/05/2026

 

 

Petróleo sobe, juros avançam e Bolsa recua A sessão desta terça-feira foi marcada por um tom mais defensivo nos mercados internacionais, com o petróleo em alta de mais de 3% reacendendo o debate sobre inflação mais resistente e juros elevados por mais tempo. Nesse ambiente, os rendimentos dos Treasuries avançaram e o dólar se fortaleceu como ativo de proteção, enquanto as bolsas em Nova York e na Europa perderam fôlego após o rali recente, com realização mais concentrada no setor de tecnologia. Dados de inflação nos Estados Unidos vieram firmes, reforçando uma postura cautelosa do banco central americano. No Brasil, o cenário doméstico refletiu a combinação do ambiente externo mais adverso com a leitura do IPCA, que veio dentro do esperado no índice cheio, mas com composição menos confortável. A percepção de espaço limitado para um alívio mais relevante da Selic seguiu presente ao longo da sessão, mantendo o investidor mais seletivo. A curva de juros futuros encerrou o dia pressionada em diversos vencimentos, acompanhando a reprecificação internacional e a leitura mais conservadora para a trajetória de juros domésticos, o que pesou sobre os ativos de risco. Na Bolsa, o Ibovespa fechou em baixa, recuando 0,86% aos 180.342 pontos, com giro financeiro de R$ 28,8 bilhões, em linha com o tom cauteloso vindo do exterior. No câmbio, o dólar encerrou a sessão praticamente estável em relação ao real, cotado a R$ 4,90, acompanhando o comportamento da moeda americana nos mercados globais.