Fechamento de Mercado - 22/07/2026

 

 

Bolsa sobe forte apesar do exterior sem direção

No exterior, as bolsas tiveram desempenho misto nesta quarta-feira. Na Europa, os principais índices fecharam em alta robusta, apoiados por balanços corporativos e pelo avanço de ações ligadas à mineração e petróleo, em linha com a valorização das commodities. Investidores também acompanharam os desdobramentos no Oriente Médio e mantiveram cautela antes da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Nos Estados Unidos, por outro lado, as bolsas encerraram em baixa, em um pregão marcado pela espera pelos resultados de grandes empresas de tecnologia. O petróleo avançou mais de 3%, estendendo os ganhos pela quarta sessão consecutiva, sustentado pelas tensões geopolíticas. Já os rendimentos dos títulos do governo americano permaneceram pressionados, enquanto o mercado continuou avaliando os possíveis impactos dos preços de energia sobre inflação e crescimento global.

No Brasil, o Ibovespa fechou em forte alta, descolando do tom mais cauteloso observado em Wall Street. O movimento foi sustentado principalmente por ações ligadas a commodities, com Petrobras acompanhando a valorização do petróleo e Vale reagindo positivamente aos dados operacionais. A temporada de balanços também contribuiu para o bom desempenho da Bolsa, com destaque para a forte alta de Weg após a divulgação dos resultados. A valorização, porém, não ficou restrita aos nomes de maior peso do índice. A alta foi disseminada entre os principais setores da B3, com destaque para materiais básicos e financeiro, reforçando a percepção de fluxo favorável para ativos locais. No câmbio, o real se fortaleceu frente ao dólar, enquanto os juros futuros oscilaram sem direção única.

Ao final do pregão, o Ibovespa fechou com alta de 2,44%, aos 177.548 pontos e giro financeiro de R$ 22,6 bilhões. O dólar, por sua vez, teve queda de 0,43% frente ao real, cotado aos R$ 5,05/US$.