Alívio em NY não salva o Ibovespa
A correção do petróleo abriu espaço para recuperação dos mercados globais nesta sexta-feira. As bolsas de Nova York avançaram, bem como as bolsas europeias. Enquanto isso, os rendimentos dos Treasuries perderam força após o alívio da commodity. O movimento ocorreu mesmo após os dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos reforçarem as apostas de alta de juros pelo Federal Reserve na próxima semana. O petróleo recuou em meio a perspectivas de tratativas sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz e a uma projeção mais fraca para a demanda global, enquanto o minério de ferro caiu 1,78% em Dalian.
No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,56%, aos 187.206 pontos, com giro financeiro de R$ 17,3 bilhões. O índice chegou a ensaiar ganhos no início da sessão, mas perdeu força e permaneceu no campo negativo pressionado pela queda das commodities e pelo aumento da cautela diante de desdobramentos relacionados ao cenário político. Petrobras interrompeu a sequência recente de valorização acompanhando o recuo do petróleo, enquanto Vale refletiu a baixa do minério de ferro e CSN esteve entre os destaques negativos após realização de lucros e preocupações ligadas ao mercado de mineração. O dólar, que chegou a registrar queda ao longo do dia, reverteu o movimento e encerrou em alta de 0,44%, a R$ 5,13. Após abrirem em queda com o IPCA de agosto abaixo do esperado e o alívio externo, os juros futuros passaram a subir nos vencimentos mais longos durante a tarde. A sessão terminou com os ativos locais sob impacto das commodities e de fatores domésticos de cautela, mesmo em um ambiente internacional mais favorável.