Alívio externo impulsiona ganhos no Ibovespa
O alívio nas tensões geopolíticas deu o tom da sessão internacional, após novos sinais de avanço nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã. A melhora no humor global favoreceu o apetite por risco, impulsionou as bolsas internacionais e pressionou o dólar frente a outras moedas. O petróleo futuro também recuou cerca de 4%, refletindo uma percepção menor de risco para a oferta da commodity.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento positivo no exterior e fechou em alta de 1,71%, aos 171.497 pontos, próximo da máxima do dia, com giro financeiro de R$ 30,3 bilhões. O desempenho foi sustentado pelo maior apetite global por risco, pelo forte recuo dos juros futuros e pela valorização do real, em uma sessão na qual o dólar caiu 1,37%, para R$ 5,10. Nem mesmo a leitura acima do esperado da Pesquisa Mensal de Serviços foi suficiente para limitar o avanço dos ativos locais. Ainda assim, o dado reforça o desafio para a continuidade do ciclo de cortes da Selic, ao sugerir uma atividade doméstica ainda resiliente em um momento no qual o mercado segue atento à trajetória da inflação e à condução da política monetária.