Fechamento de Mercado - 22/06/2026

 

 

Petróleo em queda e alívio externo impulsionam Ibovespa

No cenário internacional, os mercados encerraram a sessão equilibrando vetores distintos. De um lado, avanços em negociações diplomáticas reduziram tensões geopolíticas e derrubaram o petróleo, com o Brent fechando em forte queda, perto de 3%. De outro, a perspectiva de política monetária mais restritiva nos Estados Unidos manteve os rendimentos dos Treasuries e o dólar globalmente firmes e levou o ouro à queda. As bolsas internacionais terminaram mistas, com Wall Street pressionada pelas grandes empresas de tecnologia, enquanto investidores seguem atentos aos próximos dados de inflação americana.

No Brasil, o Ibovespa destoou do exterior e fechou em alta de 1,21%, aos 170.370 pontos e R$ 23,6 bilhões negociados, sustentado pela melhora do apetite por risco, pela queda do dólar (-0,45% aos R$ 5,14) e pelo recuo dos juros futuros. A baixa do petróleo reforçou o alívio nas expectativas inflacionárias, enquanto o minério de ferro encerrou praticamente estável (recuo de 0,4%). Os investidores ajustaram posições à espera da ata do Copom, que deve trazer sinais mais claros sobre os próximos passos da política monetária, com Azzas entre os destaques de alta — diante da possível monetização da Farm Rio — e Braskem pressionada por incertezas em sua reestruturação de dívida.