Fechamento de Mercado - 05/06/2026

 

 

Payroll forte eleva juros e pesa sobre ativos de risco

As bolsas internacionais encerraram a sessão de forma negativa, com investidores recalibrando as apostas para a política monetária dos Estados Unidos após o payroll de maio mostrar a criação de 172 mil vagas, um resultado bem acima do esperado. O dado reforçou a percepção de uma economia ainda resiliente, impulsionando os rendimentos dos Treasuries e fortalecendo o dólar globalmente. Nesse ambiente, ações de tecnologia e semicondutores foram pressionadas, em meio a dúvidas sobre o ritmo de retorno dos investimentos em inteligência artificial. Em paralelo, commodities como petróleo, metais básicos e preciosos recuaram, impactadas pela combinação de juros mais altos e cautela em relação às tensões geopolíticas.

No Brasil, o pregão também foi marcado pelos ajustes da volta do feriado, com o Ibovespa encerrando em queda de cerca de 0,77%, aos 160.019 pontos com giro financeiro de R$ 26,2 bilhões. A alta dos juros futuros acompanhou o movimento dos Treasuries, enquanto a curva local passou a refletir uma maior probabilidade de manutenção da Selic na próxima reunião do Copom. No câmbio, o dólar avançou 1,78% frente ao real, e encerrou cotado aos R$ 5,16, em linha com a leitura de que juros americanos mais elevados por mais tempo tendem a reduzir o apetite por ativos emergentes.