Fechamento de Mercado - 16/09/2026

 

 

Fed endurece discurso e pressiona ativos

A decisão do Federal Reserve de elevar os juros e as sinalizações mais duras de seu presidente, Kevin Warsh, dominaram os mercados globais. Após um início de sessão favorecido pela queda do petróleo e pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries, os ativos perderam parte do fôlego à medida que aumentaram as apostas sobre novas altas de juros nos Estados Unidos. Assim, enquanto as bolsas europeias encerraram em alta, os índices acionários em Nova York fecharam a sessão no campo negativo. O dólar ganhou força diante das principais moedas, os rendimentos dos Treasuries se ajustaram em alta e o petróleo continuou entre os principais focos de atenção dos investidores.

No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,51%, aos 185.548 pontos, e giro financeiro de R$ 21,8 bilhões. O índice chegou a reduzir as perdas observadas mais cedo, quando encontrou algum apoio no recuo dos juros futuros e na expectativa de corte da Selic, mas voltou a perder força após a decisão do Fed e as declarações de Warsh. O dólar, na contramão do DXY, apresentou leve queda em relação ao real (-0,07%), cotado a R$ 5,16, enquanto os juros futuros também recuaram. Entre os destaques corporativos, as ações da Petrobras foram pressionadas pela queda do petróleo e pela realização de lucros, Braskem recuou após revisão de recomendação, enquanto Magazine Luiza e Lojas Renner figuraram entre as altas apoiadas pelo comportamento dos juros domésticos.