Fechamento de Mercado - 29/07/2026

 

 

Petróleo em alta de cerca de 7% ofusca alívio do Fed

Os mercados globais encerraram a quarta-feira em tom de cautela. O Federal Reserve manteve os juros inalterados no intervalo de 3,5%-3,75% em uma decisão dentro do previsto. A decisão teve placar 9X3, com 3 membros votantes preferindo uma alta de 0,25 p.p. nas fed funds nesta reunião. Na entrevista coletiva, Warsh, presidente do Fed, indicou que vai perseguir a meta de inflação de 2% mas, que o manejo dos juros não seria a única alternativa para se atingir este objetivo. O discurso foi entendido pelo mercado como mais suave/dovish. O dólar americano se enfraqueceu frente às demais divisas. Entretanto, a forte alta do petróleo de cerca de 7% no dia, impulsionada pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, manteve vivas as preocupações com a inflação e pressionou os rendimentos dos títulos públicos americanos. Em Nova York, as bolsas fecharam em baixa, refletindo a combinação entre custos de energia mais elevados, juros elevados por mais tempo e expectativa pelos balanços das grandes empresas de tecnologia. 

No Brasil, o Ibovespa acompanhou o viés mais conservador do exterior e encerrou o pregão em queda. Ao final da sessão, a queda do índice era de 1,52%, aos 173.885 pontos e giro financeiro de R$ 22,7 bilhões. Apesar do suporte oferecido pela valorização do petróleo às ações da Petrobras, o movimento foi insuficiente para compensar a pressão sobre setores mais sensíveis aos juros e o desempenho mais fraco de instituições financeiras. O dólar fechou em queda de 0,27% frente ao real, cotado aos R$ 5,11/US$, enquanto os juros acompanharam o avanço das taxas dos Estados Unidos em um ambiente de maior aversão ao risco.