Ibovespa ignora alívio externo e fecha apenas estável
No exterior, os mercados apresentaram desempenho positivo, impulsionados pelo avanço nas negociações geopolíticas no Oriente Médio e pela expectativa de cessar-fogo mais amplo, o que contribuiu para a redução do prêmio de risco global. Nem mesmo o tom mais firme do Federal Reserve que manteve o dólar fortalecido, foi o suficiente para reduzir o apetite ao risco pelos investidores, levando as bolsas norte americanas encerrarem no campo positivo, em meio a certo alívio dos Treasuries.
No Brasil, o cenário seguiu mais desafiador, com o Ibovespa destoando do exterior em meio às incertezas sobre a condução da política monetária após o Copom. A comunicação do Banco Central gerou abertura da curva de juros, com avanço das taxas longas, pressionando os ativos locais. Além disso, o fluxo estrangeiro seguiu negativo para mercados emergentes, impactando a bolsa brasileira. O dólar ganhou força frente ao real, encerrando em alta de 1,32% aos R$ 5,18 refletindo tanto o movimento global quanto o menor diferencial de juros e o Ibovespa encerrou próximo a estabilidade (-0,10%) aos 168.278 pontos.