Bolsas sobem lá fora, mas Brasil não acompanha
No encerramento do semestre, os mercados internacionais mantiveram viés positivo, impulsionados pelas ações de tecnologia em Nova York e por dados robustos do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que reforçam a resiliência da atividade. O movimento ocorreu apesar de alguma acomodação nos rendimentos dos títulos públicos e do dólar. Entre as commodities, o petróleo registrou queda diante da melhora na oferta global, enquanto o minério de ferro operou com leve alta e volatilidade, em meio a sinais mistos da demanda chinesa.
No Brasil, o Ibovespa encerrou em baixa de 0,68% aos 172.024 pontos e giro financeiro de R$ 22,1 bilhões, destoando do exterior, refletindo a persistência das preocupações fiscais e a leitura mais cautelosa sobre a trajetória da dívida pública. Mesmo com o suporte parcial do avanço do minério de ferro, o mercado doméstico seguiu pressionado por realização em setores relevantes e ausência de novos catalisadores. O câmbio teve baixa volatilidade (queda de 0,22% aos R$ 5,16), em linha com o ambiente externo, enquanto a curva de juros fechou com viés de queda.