Inflação benigna sustenta alta da bolsa
Os mercados acionários americanos encerraram o dia sem um viés único, em meio à reavaliação das perspectivas para inflação e juros nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor americano, o PCE, veio em linha com o esperado, reduzindo temores de um aperto monetário mais agressivo e trazendo alívio aos títulos do Tesouro americano e ao dólar. As bolsas europeias fecharam em alta, impulsionadas pelo setor de tecnologia, enquanto o ouro avançou e o petróleo reverteu perdas recentes.
No Brasil, o IPCA-15 abaixo do consenso reforçou a percepção de moderação inflacionária e ampliou as apostas em um novo corte da Selic na próxima reunião, ainda que o Banco Central mantenha um discurso cauteloso. Com isso, os juros futuros curtos recuaram, embora os vencimentos mais longos tenham subido, pressionados por tensões geopolíticas no exterior. Assim, o Ibovespa fechou em alta de 0,87%, aos 171.990 pontos e giro financeiro de R$ 22 bilhões, impulsionado por bancos e ações ligadas ao ciclo doméstico, enquanto a Braskem caiu de forma acentuada após impasse nas negociações com credores. No câmbio, o dólar perdeu força ante o real (-0,46% aos R$ 5,18), refletindo o ambiente externo mais benigno.