Fechamento de Mercado - 13/07/2026

 

 

Petróleo dispara e pressiona bolsa

Os mercados globais encerraram a segunda-feira em tom defensivo, com o avanço do petróleo prolongando preocupações sobre a inflação e seus impactos na trajetória dos juros nas principais economias. Em meio aos novos desdobramentos da Guerra no Oriente Médio, o petróleo brent acelerou a alta durante a tarde, avançando mais de 9%, aos US$ 83/barril. O movimento reduziu o apetite por ativos de risco, sustentou o dólar frente a diversas moedas e manteve investidores atentos aos próximos dados de inflação nos Estados Unidos e ao início da temporada de balanços corporativos.

No Brasil, o ambiente externo mais cauteloso pressionou os ativos locais ao longo do dia. O Ibovespa fechou em baixa de 1,20% aos 175.739 pontos e giro financeiro de R$ 19,2 bilhões, refletindo a fraqueza de setores ligados ao consumo e bancos, enquanto empresas de petróleo ajudaram a limitar perdas mais intensas diante da valorização da commodity. No câmbio e na curva de juros, o mercado também acompanhou o movimento internacional, em meio à percepção de que pressões inflacionárias podem reduzir o espaço para flexibilização monetária.