Cautela externa e IPCA-15 mais forte pesam no mercado
A última sessão da semana e do mês de fevereiro foi marcada por cautela no exterior, em meio ao aumento das tensões geopolíticas e a leitura mais forte do índice de preços ao produtor nos Estados Unidos, que ajustou as expectativas para o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve. As bolsas em Nova York encerraram em queda, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuaram e o ouro avançou, reforçando a percepção de busca por ativos seguros. O petróleo também subiu com firmeza, e o cobre registrou alta moderada, acompanhando o movimento global de prudência.
No Brasil, o mercado reagiu ao IPCA-15 de fevereiro, que superou o teto das estimativas e provocou abertura relevante na curva de juros. O movimento pressionou setores sensíveis ao ciclo doméstico e reduziu o apetite por apostas em cortes mais intensos da Selic nas próximas reuniões. O Ibovespa recuou 1,16%, aos 188.879 pontos, com giro financeiro de R$ 35,5 bilhões. No câmbio, o dólar recuou 0,10% frente ao real, cotado a R$ 5,13, revertendo o comportamento visto no início da sessão.