Fechamento de Mercado - 09/09/2026

 

 

Petróleo ferve, bolsas esfriam

A escalada das tensões no Golfo Pérsico manteve o petróleo em forte valorização e reacendeu preocupações com a inflação global às vésperas de decisões de política monetária e da divulgação de novos indicadores nos Estados Unidos. Nesse ambiente, as bolsas de Nova York recuaram, bem como os índices europeus, e os mercados asiáticos terminaram sem direção única. Os rendimentos dos Treasuries avançaram, refletindo a cautela com juros elevados por mais tempo, enquanto o dólar perdeu força diante das principais moedas. O petróleo manteve valorização acima de US$ 100 por barril, e o minério de ferro recuou 0,27% em Dalian.

No Brasil, o Ibovespa acompanhou a piora do ambiente externo e fechou em queda de 0,93%, aos 185.629 pontos, com giro financeiro de R$ 19,5 bilhões. Após abrir próximo da estabilidade, o índice ampliou as perdas ao longo do dia, pressionado principalmente por bancos e ações ligadas à economia doméstica, embora tenha reduzido parte do movimento observado nas mínimas da sessão. Petrobras foi favorecida pela alta do petróleo e, em contrapartida, bancos, varejistas e empresas de construção estiveram entre os destaques negativos. O dólar subiu 0,52%, para R$ 5,11, acompanhando a busca por proteção diante do cenário internacional, enquanto os juros futuros avançaram, especialmente nos vencimentos mais longos, em sintonia com o comportamento dos Treasuries e do petróleo. A sessão refletiu principalmente um ajuste de posições e a volta da cautela com inflação e juros globais.