Juros globais em alta penalizam bolsas
No exterior, os mercados acionários encerraram a sessão majoritariamente em baixa, em meio à combinação de preços elevados do petróleo, sinais de desaceleração da economia dos Estados Unidos e níveis bastante elevados dos juros dos treasuries, com o yield dos títulos de 30 anos no maior nível em duas décadas. A manutenção do barril do petróleo acima de US$ 90 reforçou as preocupações com inflação e juros em nível global, enquanto investidores seguiram monitorando os próximos passos do Federal Reserve. Neste ambiente, as ações de tecnologia corrigiram, especialmente os nomes ligados a chips e semicondutores.
No Brasil, o Ibovespa teve comportamento volátil ao longo do dia e fechou no campo negativo, acompanhando o ambiente externo mais defensivo. As ações ligadas a commodities ajudaram a limitar perdas, com apoio da valorização do minério de ferro e da manutenção do petróleo em patamares elevados. Ao término do pregão, o principal índice da bolsa brasileira tinha desvalorização de 0,27% aos 166.335 pontos com giro financeiro de R$ 760 milhões. O dólar, por sua vez, seguiu firme frente ao real, refletindo a maior busca por proteção nos mercados globais, e avançou 0,39%% cotado aos R$ 5,22.