Liquidez reduzida e cautela global marcam sessão
A cautela predominou nos mercados internacionais ao longo da primeira sessão da semana, em um dia marcado pela liquidez reduzida devido ao feriado nos Estados Unidos, o que limitou a eficiência da formação de preços e reforçou o viés defensivo dos investidores. As tensões políticas e geopolíticas continuaram pesando sobre o sentimento global, enquanto o enfraquecimento do dólar no exterior e a alta moderada do petróleo trouxeram algum contraponto. Dados mais fortes da China, com atividade industrial acima do esperado, ajudaram a amenizar o tom negativo das principais praças europeias, que encerraram em baixa.
No Brasil, o pregão também sofreu com o baixo volume e a ausência de referência dos mercados americanos, mas ainda assim mostrou desempenho mais resiliente frente ao exterior. O Ibovespa encerrou perto da estabilidade (0,03%), aos 164.849 pontos, em uma sessão de giro financeiro fraco de apenas R$ 12,5 milhões, refletindo a falta de fluxo. No câmbio, o dólar recuou 0,16% frente ao real, cotado a R$ 5,36, movimento favorecido pelo diferencial de juros ainda atrativo. A curva de juros terminou com queda leve nos vencimentos médios e longos, apoiada pela leitura de expectativas de inflação mais comportadas no Focus e pela percepção de que o Copom tende a iniciar o ciclo de flexibilização apenas mais adiante. Com poucos catalisadores domésticos e menor profundidade de mercado, a sessão terminou em compasso de espera.