Fechamento de Mercado - 18/09/2026

 

 

Juros globais pesam e Bolsa fecha em queda

A perspectiva de juros elevados por mais tempo nas principais economias continuou ditando o tom dos mercados nesta sexta-feira. As bolsas de Nova York fecharam sem um viés único, enquanto os índices europeus recuaram. As bolsas asiáticas encerraram mistas, após a decisão do Banco do Japão de elevar sua taxa básica ao maior nível em mais de três décadas. O dólar ganhou força no exterior e os rendimentos dos Treasuries avançavam, com investidores ajustando posições após a recente decisão do Federal Reserve. O petróleo perdeu força ao longo da sessão, embora tenha permanecido acima de US$ 103 por barril, em meio à persistência das incertezas no Oriente Médio, enquanto o minério de ferro avançou 0,70% na bolsa de Dalian.

No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 0,41%, aos 185.229 pontos, com giro financeiro de R$ 26,8 bilhões, em um ambiente de cautela diante dos juros globais mais altos e das incertezas domésticas. O índice chegou a registrar perdas mais intensas ao longo do pregão, mas reduziu parte da pressão até o encerramento. Petrobras e Vale contribuíram para o desempenho negativo, acompanhando o recuo das commodities e a perda de força do setor de energia, enquanto os bancos também permaneceram pressionados. Entre os destaques corporativos, a Eztec avançou após anunciar a locação integral do empreendimento Esther Towers para o Itaú Unibanco, enquanto Casas Bahia subiu após aprovar emissões de notas comerciais voltadas à gestão de caixa. O dólar encerrou em alta de 0,10%, a R$ 5,14, e os juros futuros avançaram em diferentes vencimentos, acompanhando o movimento dos Treasuries e a postura mais defensiva dos investidores. A sessão refletiu sobretudo a combinação de cautela externa e fatores domésticos de risco, sem alterar o pano de fundo de atenção aos temas fiscais e eleitorais.