Volatilidade no petróleo volta a limitar fôlego
Os mercados internacionais encerraram a sessão desta quinta-feira em tom mais cauteloso, refletindo a volatilidade no noticiário geopolítico no Oriente Médio. Ao longo do dia, o petróleo chegou a operar em alta diante de incertezas sobre a oferta global de energia, mas inverteu o movimento e fechou em queda após sinais de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã, incluindo uma versão preliminar de acordo envolvendo cessar-fogo e retomada da navegação no Estreito de Ormuz. Apesar do alívio no fechamento da commodity, o ambiente seguiu marcado por incertezas, mantendo elevadas as preocupações com a inflação e a necessidade de juros mais altos por mais tempo. Nesse contexto, os rendimentos dos Treasuries, que avançaram ao longo do dia, perderam força no final da sessão e encerraram o dia sem direção única, enquanto o dólar terminou fortalecido frente a outras moedas. As bolsas em Nova York fecharam próximas da estabilidade, enquanto na Europa o desempenho foi misto, também influenciado por sinais de desaceleração econômica.
No Brasil, o cenário externo mais desafiador se traduziu na perda do apetite comprador observado na sessão anterior. O Ibovespa encerrou em leve alta de 0,17% aos 177.650 pontos e giro financeiro de R$ 23,4 bilhões, limitado pela aversão ao risco e por realizações de curto prazo após a forte alta do dia anterior. A volatilidade do petróleo trouxe suporte pontual para ações do setor ao longo do dia, mas o fechamento em queda da commodity reduziu esse efeito positivo. No câmbio, o dólar frente ao real encerrou em queda de 0,04%, aos R$ 5,00, em linha com o movimento de alívio também observado na curva de juros.