Fechamento de Mercado - 22/05/2026

 

 

Alta dos juros nos EUA pesa e mercado local fecha em queda

Os mercados internacionais encerraram a sessão no positivo, com o índice Dow Jones renovando máxima histórica. Em Nova York, o viés mais construtivo das ações — especialmente no setor de tecnologia — conviveu com a nova alta dos juros dos Treasuries, refletindo declarações mais duras do diretor do Fed, Christopher Waller, e dados da Universidade de Michigan que apontaram deterioração do sentimento do consumidor e elevação das expectativas de inflação. Ao longo do dia, o noticiário geopolítico seguiu ditando o ritmo dos mercados globais. Sinais, ainda que incertos, de avanço em tratativas diplomáticas no Oriente Médio trouxeram momentos alternados de alívio e cautela, impactando diretamente o comportamento do petróleo, do dólar e das taxas de juros. O Brent permaneceu acima de US$ 100, reforçando o receio de que preços elevados de energia possam pressionar a inflação global e prolongar o ciclo de juros altos nos Estados Unidos.

No Brasil, o ambiente externo mais desafiador predominou, com a reprecificação da curva de juros americana e o aumento da aversão a risco contaminando os ativos domésticos. O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,81% aos 176.210 pontos, pressionado por bancos e outras blue chips, mesmo diante de um desempenho mais resiliente das bolsas americanas. A curva de juros local (DIs) avançou ao longo do dia, refletindo cautela adicional dos investidores em relação ao cenário fiscal e à condução da política monetária. No câmbio, o dólar voltou a se fortalecer frente ao real, e fechou cotado aos R$ 5,03 com alta de 0,54%, acompanhando o movimento global de valorização da moeda norte-americana em meio à alta dos Treasuries e à busca por proteção.