Fechamento de Mercado - 25/05/2026

 

 

Alívio externo derruba petróleo, curva de juros e favorece Ibovespa

Em dia de feriado de Memorial Day nos Estados Unidos, os mercados globais operaram com menor liquidez, mas mantiveram viés construtivo ao longo da primeira sessão da semana. O ambiente externo repercutiu sinais de avanço nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, o que contribuiu para reduzir parte dos prêmios de risco associados às tensões no Oriente Médio. Nesse contexto, o petróleo registrou forte queda de mais de 6%, refletindo a percepção de menor risco de interrupções na oferta, enquanto o dólar perdeu força frente a outras moedas.

No Brasil, o cenário internacional mais benigno sustentou o desempenho positivo do Ibovespa, ainda que com limitações vindas do setor de commodities. A queda do petróleo pressionou as ações de óleo e gás, enquanto o desempenho mais fraco do minério de ferro limitou o fôlego das empresas de mineração. Ainda assim, o movimento de alívio inflacionário favoreceu a queda da curva de juros, abrindo espaço para um desempenho mais consistente dos setores domésticos. Com isso, o Ibovespa avançou 0,91%, aos 177.816 pontos, com giro financeiro de apenas R$ 14,2 bilhões, refletindo a menor liquidez global. A alta foi disseminada entre os principais índices setoriais, com destaque negativo concentrado nas petroleiras, enquanto bancos e empresas ligadas ao consumo lideraram os ganhos. No câmbio, o dólar recuou 0,18% frente ao real, cotado a R$ 5,02, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda americana, embora tenha perdido intensidade ao longo da sessão.