Ibovespa resiste à alta do dólar e dos juros
A combinação de petróleo próximo de US$ 100 por barril e rendimentos dos Treasuries em níveis elevados manteve a cautela nos mercados globais. Em meio a indicadores que reforçaram a resiliência da economia americana e a declarações de dirigentes do Federal Reserve defendendo mais tempo para avaliar os próximos passos da política monetária, as bolsas de Nova York perderam força ao longo da sessão e fecharam o dia praticamente no zero a zero. Já os índices europeus recuaram e as bolsas asiáticas encerraram em alta. O dólar ganhou força no exterior, acompanhando o avanço dos juros americanos e as preocupações inflacionárias associadas ao petróleo.
No Brasil, o Ibovespa terminou em alta de 0,46%, aos 187.197 pontos, com giro financeiro de R$ 26,2 bilhões. Após avançar pela manhã e chegar a ampliar os ganhos durante o pregão, o índice oscilou ao longo da sessão em meio ao ambiente externo mais desafiador e ao ajuste de posições antes das eleições do fim de semana, mas conseguiu sustentar o fechamento positivo em linha com a reação observada em Nova York. Petrobras foi favorecida pela alta do petróleo, enquanto a Vale limitou o desempenho do índice diante da fraqueza do minério de ferro. Entre os destaques corporativos, Azzas avançou com as expectativas em torno de uma possível venda da Farm. No câmbio, o dólar subiu 0,88%, para R$ 5,22, acompanhando a valorização da moeda americana no exterior, enquanto os juros futuros avançaram, com maior pressão nos vencimentos longos, refletindo o petróleo mais caro, os Treasuries elevados e fatores técnicos ligados ao leilão de títulos públicos. A sessão terminou marcada por cautela, mesmo com a recuperação do mercado acionário local.