Petróleo dita o ritmo dos mercados
No exterior, os investidores encerraram a sessão em tom cauteloso, acompanhando a persistência das incertezas envolvendo importantes rotas globais de energia, fator que manteve o petróleo em forte alta e reforçou as preocupações com os impactos sobre a inflação. A proximidade de novos indicadores de preços nos Estados Unidos também limitou a tomada de risco, sustentando os rendimentos dos Treasuries e fortalecendo o dólar, enquanto as bolsas internacionais fecharam sem direção única.
No Brasil, o avanço do petróleo e a alta do minério de ferro deram suporte às empresas ligadas a commodities, ajudando a reduzir parte da pressão sobre o mercado. Ainda assim, prevaleceu um ambiente de cautela diante da agenda econômica doméstica desta semana, que traz dados relevantes de inflação e sinalizações do Banco Central. Além disso, outro destaque da sessão foi a safra de balanças, com a Embraer se beneficiando pela divulgação de resultados acima das expectativas e pela revisão positiva de projeções. Nesse pano de fundo, o Ibovespa fechou em baixa de 0,19% aos 172.180 pontos, enquanto o dólar avançava 0,53% aos R$ 5,11.