Petróleo firme ajuda Ibovespa a fechar em alta
Os mercados internacionais encerraram o dia em tom mais defensivo, ainda pressionados pelas tensões geopolíticas e pelo petróleo orbitando a região dos US$ 100 o barril. O movimento reacendeu preocupações com inflação, impulsionando o dólar global e elevando os yields dos Treasuries. Nos EUA, as bolsas fecharam sem direção única, enquanto na Europa a alta das petroleiras mitigou quedas em alguns índices. A persistência dos riscos de oferta no Estreito de Ormuz manteve o prêmio de risco embutido nos preços de energia. Na agenda econômica, os PMIs divulgados nos EUA e na Europa mostraram desaceleração, e dirigentes do Fed reforçaram uma comunicação cautelosa, postergando qualquer expectativa mais firme de cortes de juros.
No ambiente doméstico, os ativos locais exibiram oscilações contidas, refletindo a prudência global e a espera por novos desdobramentos no Oriente Médio. O noticiário ganhou tração após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que está em negociações com o Irã, o que trouxe volatilidade momentânea aos mercados. A ata do Copom, divulgada pela manhã, manteve a mensagem de continuidade do ciclo e reforçou a dependência de dados, sem indicar previamente a magnitude dos próximos passos. Mesmo assim, os juros futuros encerraram em alta ao longo da curva, acompanhando o movimento do câmbio, com o dólar avançando 0,28% cotado aos R$ 5,26. Já o Ibovespa, que passou boa parte do dia alternando leves sinais de alta e baixa, ganhou fôlego na reta final e encerrou no campo positivo, sustentado principalmente pela valorização das exportadoras e pelo desempenho das ações da Petrobras, beneficiadas pela forte alta de quase 4% do petróleo. O movimento compensou a fraqueza observada no setor financeiro, contribuindo para o fechamento do índice em alta de 0,32% aos 182.509 pontos com giro financeiro de R$ 24 bilhões.