Fechamento de Mercado - 15/09/2026

 

 

Petrobras compensa aversão ao risco e sustenta Ibovespa

O avanço do petróleo e a proximidade da decisão do Federal Reserve mantiveram o ambiente externo cauteloso ao longo da sessão. As bolsas de Nova York fecharam no campo negativo, bem como as europeias e asiáticas diante das preocupações com juros elevados e com o ritmo dos investimentos ligados à inteligência artificial. Os rendimentos dos Treasuries seguiram pressionados, embora tenham perdido força após um indicador industrial americano abaixo do esperado, e o dólar permaneceu sustentado no exterior. O petróleo avançou mais de 2% diante das preocupações com a oferta global, enquanto o minério de ferro recuou em meio a sinais de demanda doméstica ainda enfraquecida na China.

No Brasil, o Ibovespa fechou em alta de 0,54%, aos 186.503 pontos, com giro financeiro de R$ 15,8 bilhões, apoiado principalmente pelo desempenho das ações ligadas ao petróleo. O índice oscilou entre perdas e ganhos no início do pregão, acelerou durante a tarde e chegou a registrar valorização mais intensa antes de devolver parte do avanço. Petrobras esteve entre os principais suportes da sessão, acompanhando a valorização do Brent, enquanto Vale permaneceu pressionada pela queda do minério de ferro e por notícia envolvendo a mina de Viga. As siderúrgicas recuperaram parte das perdas da véspera, enquanto bancos mostraram desempenho mais contido em meio ao avanço dos juros futuros de prazos mais longos e à cautela doméstica. O dólar encerrou com alta de 0,14%, a R$ 5,15, e a curva de juros continuou inclinada, refletindo o ambiente de cautela às vésperas das decisões do Copom e do Federal Reserve.