Fechamento de Mercado - 05/10/2026

 

 

Ibovespa vive pregão histórico e bate recorde

O ambiente internacional foi marcado por um alívio parcial das pressões inflacionárias, com o petróleo recuando diante da melhora dos fluxos no Estreito de Ormuz, da liberação de reservas pelo G7 e de sinais de diálogo no conflito entre EUA e Irã. Os rendimentos dos Treasuries recuaram, enquanto as bolsas de Nova York avançaram. Na Europa, os índices fecharam sem um viés único, sob influência das preocupações fiscais na França e das incertezas políticas na Espanha.

No Brasil, a leitura de aumento das chances de uma agenda voltada ao ajuste fiscal após o resultado do primeiro turno eleitoral desencadeou uma forte reprecificação dos ativos domésticos. O Ibovespa fechou em alta de 7,70%, aos 206.912 pontos, com giro financeiro de R$ 79,3 bilhões, após renovar máximas históricas ao longo da sessão e ultrapassar os 209 mil pontos. O avanço foi liderado por bancos, Petrobras e ações ligadas à economia doméstica, com destaque para Magazine Luiza, Lojas Renner e empresas dos setores de construção e educação, enquanto Vale, Suzano, Embraer e Weg estiveram entre os contrapontos do pregão. O dólar caiu 4,12%, encerrando a R$ 5,00, e os juros futuros recuaram de forma expressiva em diferentes vencimentos. A sessão refletiu uma forte revisão das expectativas para o cenário econômico doméstico, embora a sustentação desse movimento permaneça condicionada aos próximos desdobramentos da disputa eleitoral.