Fechamento de Mercado - 05/02/2026

 

 

Aversão ao risco domina o exterior e Ibovespa perde fôlego

A aversão ao risco voltou a prevalecer entre as bolsas internacionais, levando Nova York a encerrar em queda após novos sinais de moderação no mercado de trabalho dos Estados Unidos. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego vieram acima das leituras anteriores, sugerindo arrefecimento gradual na demanda por mão de obra, enquanto o relatório JOLTS reforçou a desaceleração na abertura de vagas. Esses dados ampliaram a leitura de um mercado menos apertado e contribuíram para a queda dos rendimentos dos Treasuries, em um ambiente em que dirigentes do Federal Reserve mantiveram discurso cauteloso. Na Europa, BCE e BoE mantiveram juros e sinalizaram postura menos restritiva. Entre as commodities, petróleo e metais recuaram diante de menor percepção de risco geopolítico e dúvidas sobre a demanda chinesa; o dólar seguiu perto da estabilidade frente a pares fortes.

No cenário doméstico, o Ibovespa avançou apenas 0,23%, fechando na casa dos 182 mil pontos e bem distante das máximas da sessão, quando chegou a tocar os 184.017 pontos pela manhã. O índice perdeu força ao longo da tarde, à medida que a piora das bolsas americanas e a queda das commodities — especialmente minério de ferro e petróleo — passaram a pesar mais, anulando parte do impulso inicial trazido pelo bom desempenho das ações de bancos após números robustos do Itaú. O giro financeiro somou R$ 33 bilhões. No câmbio, o dólar registrou leve valorização frente ao real, cotado a R$ 5,25, enquanto a curva de juros recuou acompanhando o alívio dos Treasuries.