Cautela externa limita fôlego do Ibovespa
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã manteve a cautela nos mercados globais ao longo desta quinta-feira, impulsionando o petróleo a um avanço de mais de 2% e recolocando as preocupações com a inflação no centro das atenções. As principais bolsas da Europa e dos Estados Unidos recuaram, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançaram e o índice dólar (DXY) apresentou leve alta.
No Brasil, o Ibovespa fechou próximo da estabilidade (+0,06%), aos 167.927 pontos, com giro financeiro de R$ 20 bilhões. O índice abriu pressionado, chegou a se recuperar durante a sessão e voltou a rondar os 169 mil pontos no intradiário, mas perdeu força posteriormente em um ambiente de maior aversão ao risco. Petrobras foi beneficiada pela alta do petróleo, enquanto a curva de juros acompanhou a abertura dos rendimentos dos Treasuries, com pressão concentrada nos vencimentos mais longos. O dólar avançou 0,32%, para R$ 5,19, em linha com o comportamento da moeda americana frente a emergentes. Entre os destaques corporativos, Marcopolo avançou após anunciar recompra de ações e distribuição de proventos, Cosan e Rumo repercutiram notícias sobre potencial transação envolvendo participação acionária, enquanto Hapvida foi pressionada por desdobramentos regulatórios. O pregão terminou marcado pela cautela externa, que acabou limitando a recuperação observada em parte do dia.