Fechamento de Mercado - 03/03/2026

 

 

Alta do petróleo intensifica cautela e pressiona ativos

No exterior, a terça-feira terminou marcada por forte cautela, em meio ao avanço das tensões geopolíticas e à nova rodada de alta do petróleo, que voltou a subir de forma expressiva diante de preocupações com a oferta e com a circulação de navios em rotas estratégicas. No final da sessão, o presidente Donald Trump afirmou que a marinha poderá escoltar navios pelo Estreito e que ordenou o fornecimento de seguros a “preço razoável”. As bolsas americanas e europeias encerraram em queda, enquanto o dólar se fortaleceu frente às principais moedas e os rendimentos dos Treasuries mantiveram viés de alta. A elevação do VIX reforçou o posicionamento defensivo dos investidores e levou a revisões nas expectativas para a política monetária das principais economias.

No Brasil, o ambiente externo adverso guiou o comportamento dos ativos ao longo de todo o pregão. O Ibovespa recuou 3,28%, aos 183.105 pontos, com giro financeiro de R$ 46,5 bilhões, enquanto o dólar avançou 1,92%, cotado a R$ 5,27, refletindo a busca global por proteção. No campo doméstico, o PIB do quarto trimestre veio abaixo das estimativas, com queda mais intensa dos investimentos e desempenho fraco do consumo das famílias, evidenciando o efeito acumulado da política monetária mais restritiva. Já os dados do Caged mostraram criação de vagas formais em janeiro acima do esperado pelo mercado, sinalizando que o mercado de trabalho segue resiliente, ainda que com alguma desaceleração gradual. A curva de juros fechou em inclinação positiva, em meio à leitura de que o Copom pode adotar uma postura mais cautelosa nos próximos passos, mesmo com o início do ciclo de flexibilização previsto para março.