Ibovespa fecha o mês com alta acumulada de 3,57%
O encerramento de julho foi marcado por um ambiente de dólar fortalecido e rendimentos dos títulos americanos em alta após sinais de que o Federal Reserve segue adotando uma postura cuidadosa em relação aos próximos passos da política monetária. Ao mesmo tempo, o petróleo avançou em torno de 1%, encerrando o mês com valorização superior a 20%, diante das persistentes tensões geopolíticas. Ainda assim, as bolsas americanas tiveram um desempenho mais favorável na sessão, refletindo a combinação entre resultados corporativos, atividade econômica e maior apetite por risco.
No Brasil, a falha técnica que atrasou o início dos negócios na B3 marcou uma sessão atípica e ampliou a influência dos mercados externos sobre os ativos locais. Assim, o Ibovespa encerrou o dia no campo positivo, sustentado pelo desempenho de empresas ligadas a commodities, pela repercussão dos resultados da Vale e pela oferta pública anunciada pelo Santander. Ao final da sessão, o Ibovespa tinha alta de 0,47%, aos 177.999 pontos e giro financeiro fraco, de apenas R$ 18 bilhões. O dólar avançou frente ao real, com alta de 0,18% frente ao real, cotado aos R$ 5,07/US$. A curva de juros seguiu pressionada, enquanto investidores mantiveram atenção voltada para a próxima decisão do Copom e para o cenário global de juros mais elevados.