Fechamento de Mercado - 13/03/2026

 

 

Mercados acentuam perdas com petróleo em alta e aversão ao risco global

Os mercados globais encerraram a sexta-feira com forte sentimento de cautela, após uma piora generalizada nos negócios nas últimas horas da sessão. Em Nova York, as bolsas aprofundaram as perdas à medida que o petróleo ganhou ainda mais fôlego, renovando a pressão sobre as expectativas de inflação e ampliando o movimento defensivo entre os investidores. A combinação entre a 2ª leitura mais fraca do PIB dos EUA — que mostrou avanço anualizado de apenas 0,7% no 4T25 — e a persistência do núcleo do PCE reforçou o desconforto sobre o início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve. Com o barril novamente orbitando a casa dos US$ 100, o sentimento de incerteza aumentou, especialmente diante do risco de novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio ao longo do final de semana.

No Brasil, o ambiente externo negativo acabou se sobrepondo ao impacto inicial da PMS de janeiro, que havia surpreendido positivamente ao avançar 0,3%. Apesar do dado mais forte na margem, a leitura setorial ainda mostra fragilidades, especialmente nos serviços prestados às famílias, segmento mais sensível ao ciclo econômico. A cautela prevaleceu, e os ativos locais acompanharam o tom mais pesado do exterior. Ao término do pregão, o Ibovespa consolidou queda de 0,91% aos 177.653 pontos, com giro financeiro de R$ 29,2 bilhões, refletindo perdas praticamente generalizadas entre as blue chips. As ações da Petrobras recuaram, em linha com o humor global e após o anúncio de reajuste do diesel, que adicionou volatilidade ao índice. No câmbio, o dólar fechou com valorização de 1,41%, aos R$ 5,32 no mercado à vista, acompanhando a busca por proteção global e a intensificação da aversão ao risco. Na renda fixa, os juros futuros avançaram ainda mais, combinando o impacto do petróleo mais caro, o fortalecimento do dólar e os dados domésticos um pouco mais firmes, num ambiente pré-Copom que segue exigindo cautela.