Fechamento de Mercado - 02/07/2026

 

 

Emprego fraco nos EUA reanima apetite por risco

Os mercados internacionais encerraram esta quinta-feira sob influência do relatório de emprego dos Estados Unidos mais fraco do que o esperado, reforçando a percepção de que o Federal Reserve poderá adotar uma postura menos restritiva à frente. A leitura reduziu a pressão sobre os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e enfraqueceu o dólar em âmbito global, favorecendo a busca por ativos de risco. Ainda assim, as bolsas de Nova York não seguiram um viés único. Enquanto S&P 500 fechou próximo da estabilidade e o Nasdaq no campo negativo, o Dow Jones fechou em alta e renovou máxima de fechamento. Em paralelo, o petróleo estendeu perdas em meio ao avanço das tratativas diplomáticas no Oriente Médio, enquanto o minério de ferro avançou tanto em Dalian quanto em Cingapura, apoiado por restrições da China a determinadas cargas de fornecedores australianos.

No Brasil, o Ibovespa acompanhou o melhor humor externo e fechou em alta de 0,64% aos 172.788 pontos e giro financeiro de R$ 19,4 bilhões, impulsionado por siderúrgicas — favorecidas pela valorização do minério de ferro — e por setores sensíveis ao ciclo econômico, como varejo, educacionais e construtoras. No mercado cambial, o dólar frente ao real oscilou próximo a estabilidade ao longo do pregão diante das incertezas domésticas, enquanto os juros futuros avançaram, refletindo a cautela fiscal local.