Fechamento de Mercado - 31/03/2026

 

 

Alívio geopolítico sustenta alta do mercado

Os mercados encerraram a sessão em forte tom positivo, com o apetite por risco ganhando tração ao longo do dia diante de sinais adicionais de arrefecimento das tensões geopolíticas. À tarde, o sentimento foi reforçado por declarações atribuídas ao presidente do Irã, no sentido de que o país não pretende prolongar o conflito e estaria disposto a encerrá‑lo, desde que haja garantias contra novas agressões. O cenário contribuiu para uma leitura mais construtiva nos ativos globais, com bolsas nos EUA e na Europa avançando de forma expressiva, enquanto o dólar e os rendimentos dos Treasuries aceleraram as perdas. O petróleo, embora siga em patamar elevado, acima de US$ 100/barril, não impediu a melhora do humor, com o mercado passando a ponderar que o risco de escalada relevante no Oriente Médio diminuiu no curto prazo. Dados mistos nos EUA ao longo do dia também ajudaram a sustentar a percepção de que o movimento recente de volatilidade foi mais pontual do que estrutural, favorecendo a retomada de posições em ativos de risco.

No mercado doméstico, o Ibovespa acompanhou o movimento externo e renovou máximas nas últimas horas do pregão, sustentado pelo fluxo estrangeiro e pela forte performance de blue chips, especialmente bancos e papéis ligados a commodities. O índice encerrou o pregão com valorização de 2,71% aos 187.462 pontos, com giro financeiro de R$ 37,5 bilhões. No câmbio, o real também se beneficiou do ambiente global mais favorável e da menor demanda por proteção, com o dólar aprofundando a trajetória de queda ao longo da tarde, fechando com recuo de 1,32% aos R$ 5,18, na mínima do dia, em um movimento reforçado por fatores técnicos associados à formação da PTAX. A curva de juros seguiu a mesma direção, com aceleração da queda nos vértices, refletindo tanto o recuo dos yields internacionais quanto a leitura de um quadro doméstico ligeiramente mais benigno — incluindo resultado fiscal menos negativo e a percepção de continuidade, ainda que gradual, do ciclo de cortes da Selic.