Alívio no petróleo não afasta cautela
Os mercados internacionais encerraram a sessão em tom de cautela, mesmo diante da forte queda do petróleo, que recuou cerca de 5% no dia e passou a acumular perda próxima de 10% na semana. O movimento ocorreu em meio a sinais mistos envolvendo negociações entre Estados Unidos e Irã, mantendo os investidores em postura defensiva. Ao longo do pregão, os rendimentos dos Treasuries chegaram a recuar de forma mais intensa, mas perderam força na etapa final, enquanto o dólar medido pelo DXY permaneceu praticamente estável, refletindo um ambiente de baixa convicção para ativos de risco. Em Nova York, os índices tiveram fôlego limitado, com destaque positivo apenas para o Dow Jones.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o viés mais defensivo e encerrou em queda de 0,48%, aos 175.744 pontos, com giro financeiro de R$ 22,7 bilhões. A forte retração do petróleo pressionou as ações do setor de energia, enquanto os papéis mais sensíveis ao cenário doméstico também registraram desempenho mais fraco, em meio à volatilidade da curva de juros. Os juros futuros fecharam com leve inclinação de alta, refletindo a leitura do IPCA-15 de maio, cuja composição mostrou pressão mais intensa em alimentação no domicílio e serviços, reforçando a percepção de inflação ainda resiliente. No câmbio, o dólar avançou frente ao real, cotado a R$ 5,06, acompanhando o ambiente de maior cautela.