Tecnologia sustenta exterior, mas petróleo impõe cautela
No exterior, os mercados encerraram o dia em tom mais positivo, impulsionados pela recuperação das ações de tecnologia antes da divulgação dos resultados das gigantes americanas e pela expectativa de avanços diplomáticos que possam reduzir as tensões geopolíticas no Oriente Médio. Assim, as bolsas europeias e americanas encerraram a sessão de terça-feira em alta. Apesar da melhora no apetite por risco, investidores seguiram monitorando os desdobramentos entre Estados Unidos e Irã, com o petróleo avançando mais de 2% e permanecendo em níveis elevados, acima de US$ 90 o barril, e mantendo preocupações sobre seus efeitos na inflação global.
No Brasil, o Ibovespa oscilou entre altas e baixas ao longo do pregão e encerrou próximo da estabilidade, refletindo a combinação de incertezas externas e fatores locais. O desempenho fraco ocorreu na contramão da alta das bolsas americanas e dos ganhos firmes da Petrobras, que subiram mais de 1%, na esteira da valorização do preço do petróleo. Ao final da sessão, o Ibovespa encerrou com queda tímida de 0,03% aos 173.326 pontos e reduzido giro financeiro de R$ 18 bilhões. O dólar recuou 0,31% frente ao real, encerrando cotado aos R$ 5,07. Os juros futuros apresentaram volatilidade ao longo do dia e encerraram o dia com viés de alta, acompanhando o movimento observado nos Treasuries. A expectativa pela divulgação do relatório de produção da Vale, após o fechamento, também concentrou parte das atenções dos investidores.