Alta do petróleo amplia cautela e pressiona ativos locais
As bolsas internacionais fecharam sem direção única nesta segunda-feira, enquanto as bolsas europeias fecharam em queda, Nova York encerrou a sessão em alta, em meio à cautela dos investidores com o avanço das tensões geopolíticas e seus efeitos sobre a inflação global. O petróleo Brent subiu com força, voltou a se aproximar de patamares elevados e pressionou os juros dos Treasuries, enquanto o dólar ganhou força no exterior. O desempenho positivo das bolsas americanas foi sustentado parcialmente pelo setor de tecnologia e ganhou impulso após falas do presidente Donald Trump de que negociações seguem em estágio avançado.
No Brasil, o Ibovespa encerrou em queda de 0,91% aos 172.197 pontos, com um giro financeiro de R$ 28,3 bilhões, pressionado pelo ambiente externo, pela abertura dos juros futuros e por novas revisões para cima nas expectativas de inflação no Boletim Focus. O movimento negativo foi disseminado entre bancos, varejo, construção e mineradoras, enquanto ações ligadas ao petróleo amenizaram parte das perdas, acompanhando a alta da commodity. O dólar frente ao real também recuou, fechando em queda de 0,40% cotado aos R$ 5,02.