Alívio do petróleo amenizou perdas locais
A perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz e as sinalizações de um possível entendimento envolvendo o Irã ajudaram a reduzir a pressão sobre os mercados globais ao longo da sessão. As bolsas de Nova York oscilaram e voltaram a ganhar força durante a tarde, enquanto as bolsas europeias foram favorecidas pelo recuo do petróleo. O dólar perdeu força diante de algumas moedas relevantes, embora tenha permanecido próximo de máximas recentes, e os rendimentos dos Treasuries longos seguiram pressionados por indicadores americanos que reforçaram a percepção de juros elevados por mais tempo. O petróleo fechou em queda, em meio às expectativas de normalização da oferta.
No Brasil, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,27%, aos 183.477 pontos, com giro financeiro de R$ 15,5 bilhões. Após abrir próximo da estabilidade, o índice chegou a avançar no início do pregão, passou a renovar mínimas ao longo da manhã e reduziu as perdas durante a tarde acompanhando a melhora parcial do ambiente externo. O IPCA-15 acima do esperado, as preocupações com a inflação e a cautela doméstica limitaram uma recuperação mais consistente. Petrobras foi pressionada pela queda do petróleo, enquanto Vale ficou próxima da estabilidade sem referência de negociação do minério de ferro em Dalian. Entre os destaques corporativos, Azzas avançou após notícias sobre a expansão da Farm Rio na América Latina, Braskem ganhou força ao longo da sessão, e Ultrapar e Vibra estiveram entre as maiores quedas do índice. O dólar terminou praticamente estável, em queda de 0,07%, a R$ 5,19, após apagar a alta observada anteriormente, enquanto os juros futuros recuaram. A sessão refletiu um equilíbrio entre a cautela doméstica e o alívio vindo do exterior, o que permitiu ao mercado reduzir parte das perdas registradas ao longo do dia.