Apetite por risco melhora com petróleo fraco
O enfraquecimento do petróleo ajudou a sustentar o apetite por risco ao longo do dia, em meio à percepção de que as tensões geopolíticas podem estar perdendo intensidade. A correção firme da commodity reduziu temores sobre pressões prolongadas na oferta e abriu espaço para novas quedas do dólar e dos juros dos Treasuries, enquanto investidores ajustaram posições na véspera da divulgação do CPI dos Estados Unidos, que será conhecido amanhã e segue como o principal indicador para calibrar expectativas sobre a trajetória de juros.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento externo e encerrou o pregão em alta, avançando 1,40% aos 183.447 pontos, com giro financeiro de R$ 31 bilhões. O desempenho foi impulsionado por ações de grande peso, em especial mineradoras e bancos, enquanto a queda do dólar ajudou a sustentar o alívio na curva de juros futuros e reforçou a percepção de possível flexibilização monetária na próxima reunião do Copom. No câmbio, o dólar recuou 0,13% frente ao real, cotado a R$ 5,16, em linha com o ambiente global mais construtivo e o fluxo estrangeiro consistente.