Alívio externo sustenta recuperação dos ativos
Os mercados internacionais encerraram a sessão com melhora no apetite por risco, refletindo sinais de avanço nas negociações envolvendo tensões geopolíticas no Oriente Médio. A percepção de menor risco para a oferta global de energia favoreceu a queda do petróleo, que recuou mais de 5% e devolveu parte relevante do prêmio recente, enquanto os rendimentos dos Treasuries cederam e o dólar perdeu força frente a outras moedas. No noticiário corporativo, a Nvidia permaneceu no radar, com investidores à espera da divulgação de seus resultados após o fechamento em Nova York, em busca de sinais sobre a demanda por inteligência artificial e a expansão de capacidade no setor.
No Brasil, o cenário externo mais favorável se traduziu em recuperação dos ativos domésticos ao longo do dia. O Ibovespa fechou em alta, avançando 1,77% aos 177.356 pontos, com giro financeiro de R$ 28 bilhões, sustentado por fluxo estrangeiro e pela melhora no sentimento global. A queda do petróleo pesou sobre empresas ligadas à commodity, mas o movimento foi compensado pelo desempenho positivo de bancos e ações de consumo cíclico, mais sensíveis ao ambiente de risco. O dólar terminou a sessão em queda, recuando 0,74% frente ao real, cotado a R$ 5,00, em linha com o enfraquecimento da moeda americana no exterior, após um dia inicialmente mais volátil. Já a curva de juros registrou fechamento em queda ao longo de toda a estrutura, acompanhando o comportamento dos Treasuries, ainda que o mercado mantenha cautela diante de incertezas no cenário local e global.