Fechamento de Mercado - 27/08/2026

 

 

O ambiente externo foi marcado pela retomada do apetite por teses ligadas à tecnologia em outros mercados, após o balanço da Nvidia, que registrou forte lucro e elevou seu guidance, atraindo fluxo de volta ao setor no exterior e ampliando a aversão ao risco em relação aos ativos emergentes. Esse movimento se refletiu em sinais de saída de recursos estrangeiros da Bolsa brasileira, enquanto os rendimentos dos Treasuries permaneceram no radar diante da possibilidade de tarifas dos Estados Unidos sobre semicondutores. O petróleo registrou alta de 2,39%, o que pressionou os juros futuros de prazo mais longo, ao passo que o minério de ferro recuou durante a madrugada.

No Brasil, esse pano de fundo menos favorável limitou as blue chips ao longo da sessão. O Ibovespa operou contido, em torno dos 175 mil pontos, amparado por Vale e Petrobras de um lado, mas pressionado pelos bancos de outro, em meio aos sinais de retirada de recursos externos da renda variável. Os dados de superávit primário do governo central em julho tiveram pouca influência nos negócios, e a cautela predominou, com os investidores pouco dispostos a ampliar a exposição enquanto aguardavam novos desdobramentos. Ao fim do dia, o principal índice da B3 registrou alta de 0,31%, aos 175.135 pontos, em meio ao reduzido giro financeiro de R$ 15,4 bilhões. O dólar também operou contido, subindo 0,20% (R$ 5,16), enquanto os juros futuros longos ganharam pressão adicional com a alta do petróleo e o comportamento dos Treasuries. A sessão refletiu, sobretudo, um compasso de espera, com o exterior limitando os ativos locais sem afastar a cautela predominante.