Alta do petróleo pesa sobre ativos de risco
Os mercados globais encerraram a sessão com sentimento ainda cauteloso, apesar da extensão da trégua no Oriente Médio. A persistência das incertezas quanto à normalização das rotas de energia manteve o Brent acima de US$ 100 por barril, reforçando preocupações inflacionárias e limitando o apetite por risco ao longo do dia. Em Nova York, as bolsas fecharam no campo positivo, enquanto os índices europeus recuaram, pressionados pela temporada de balanços e pelo impacto do petróleo elevado sobre custos.
No Brasil, o retorno do feriado foi marcado por ajuste relevante de preços. O Ibovespa perdeu força ao longo da sessão e fechou em queda, pressionado sobretudo por ações de bancos, da Vale, e papéis mais sensíveis ao ciclo econômico doméstico. O setor de energia ajudou a limitar perdas mais expressivas, beneficiado pela valorização do petróleo no mercado internacional. Ao final do pregão, o Ibovespa tinha desvalorização de 1,65%, aos 192.889 pontos com giro financeiro de R$ 26,3 bilhões .A alta do Brent reacendeu as preocupações com repasses para preços e impacto inflacionário, levando a curva de juros a fechar em alta em toda a sua extensão. O movimento reforçou a leitura de um ritmo mais cauteloso para eventuais cortes da Selic no curto prazo. No câmbio, apesar do ambiente externo mais volátil, o real mostrou resiliência. O dólar frente ao real encerrou próximo da estabilidade, aos R$ 4,97, sustentado por termos de troca ainda favoráveis, desempenho das commodities e pelo diferencial de juros doméstico elevado.