Fechamento de Mercado - 02/03/2026

 

 

Petróleo dispara e Petrobras sustenta alta do Ibovespa

A segunda-feira terminou em clima de aversão ao risco nos mercados globais, após novas tensões geopolíticas no Oriente Médio reacenderem preocupações com inflação e segurança energética. O petróleo disparou ao longo do dia, com o Brent encerrando com forte alta próxima de 6%, enquanto o gás natural europeu também avançou de forma expressiva. Esse choque de energia reforçou o movimento defensivo, levando investidores para ativos considerados porto seguro, como dólar e ouro. As bolsas europeias recuaram, enquanto os rendimentos dos Treasuries subiram, refletindo não só o salto das commodities energéticas, mas também a percepção inicial de que cortes de juros nas principais economias podem ser adiados. Já em Nova York, as bolsas encerraram próximas da estabilidade. O movimento foi sustentado pelas ações de energia - acompanhando a disparada do petróleo - e de tecnologia, impulsionadas pela Nvidia, cujas ações avançaram após a empresas anunciar novos acordos comerciais.

No Brasil, o dólar - que mais cedo chegou a subir para R$ 5,21 - reduziu os ganhos e encerrou com alta de 0,62%, a R$ 5,17, enquanto a curva de juros futuros abriu ao longo do dia. O mercado passou a precificar com mais cautela a possibilidade de um corte de apenas 0,25 pp na próxima reunião do Copom, diante da deterioração do ambiente internacional. O avanço do petróleo deu suporte às petroleiras, o que ajudou a conter a volatilidade e, ao final da sessão, o Ibovespa conseguiu se firmar no campo positivo. O índice fechou em alta de 0,28% aos 189.307 pontos com giro financeiro de R$ 32 bilhões, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, que reagiu forte à escalada da commodity. Na contramão, setores mais sensíveis à abertura da curva de juros — como consumo discricionário e construção — recuaram ao longo do pregão, refletindo o ajuste nas expectativas monetárias.