Queda do petróleo pesa e limita Ibovespa
O ambiente internacional seguiu tom mais construtivo ao longo do dia, com a percepção de alívio nas tensões geopolíticas após avanços envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento pressionou o petróleo, que registrou queda relevante, reduzindo temores inflacionários e favorecendo ativos de risco no exterior. As bolsas em Nova York avançaram, acompanhadas pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries e pelo enfraquecimento global do dólar.
No Brasil, o Ibovespa perdeu força ao longo da tarde e encerrou em baixa de 0,42% aos 170.415 pontos, pressionado principalmente pela forte queda do petróleo, que impactou ações relevantes do setor. O movimento acabou ofuscando a contribuição positiva de empresas ligadas à mineração, beneficiadas pela valorização do minério de ferro, enquanto bancos também passaram a operar em queda, acompanhando a redução do apetite por ativos locais. A dinâmica do pregão refletiu uma rotação setorial mais clara, com papéis atrelados à economia doméstica mostrando desempenho mais resiliente diante do fechamento da curva de juros, enquanto as petroleiras concentraram as perdas. No câmbio, o dólar ante o real encerrou a sessão em leve alta de 0,10% cotado aos R$ 5,07.