Ibovespa reage à melhora externa
As negociações envolvendo Estados Unidos e Irã ganharam destaque ao longo da sessão e contribuíram para ampliar a queda do petróleo, reduzindo preocupações inflacionárias nos mercados globais. Em meio a esse contexto, as bolsas de Nova York fecharam sem um viés único, bem como as bolsas da Europa. O dólar perdeu força após ter alcançado máximas recentes, embora os rendimentos dos Treasuries tenham permanecido em alta diante da perspectiva de juros mais elevados nos Estados Unidos. O petróleo manteve trajetória de queda, influenciado pelo noticiário geopolítico e por sinais de normalização da oferta.
No Brasil, o Ibovespa reverteu as perdas observadas pela manhã e fechou em alta de 0,44%, aos 187.423 pontos, com giro financeiro de R$ 22,6 bilhões. O índice chegou a operar em queda ao longo do dia, pressionado pelos desdobramentos no cenário eleitoral doméstico, pela fraqueza inicial das commodities e pela cautela com os juros americanos, mas ganhou força após as declarações de Donald Trump sobre um encontro produtivo entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, movimento que também favoreceu o recuo do dólar e dos juros futuros. Nesse cenário, as ações de Petrobras e Vale passaram a operar no campo positivo. O dólar encerrou em leve queda (-0,11%), a R$ 5,10, e a curva de juros perdeu força após operar em alta no início do pregão. A sessão terminou com recuperação dos ativos locais, embora a cautela com o ambiente doméstico e externo tenha permanecido no radar.