Ibovespa volta a subir, na contramão do exterior
A sessão desta quinta-feira terminou em clima de cautela nos mercados internacionais, com as bolsas em Nova York e na Europa em queda diante da reavaliação de riscos no setor de tecnologia e da expectativa pelos próximos dados da economia americana. Investidores aguardam a divulgação do PIB e do PCE dos Estados Unidos, que saem nesta sexta-feira às 10h30 e podem redefinir expectativas para a trajetória de juros do Fed. Tensões geopolíticas mantêm o apetite ao risco contido, enquanto o petróleo encerrou o dia em alta e os juros dos Treasuries exibiram movimentos mistos após o leilão do Tesouro. A liquidez reduzida em metais por causa do feriado na China também pressionou mineradoras no exterior.
Na B3, o Ibovespa mais uma vez se descolou das principais bolsas globais e avançou 1,35% aos 188.536 pontos, apoiado principalmente pelo desempenho do setor de petróleo e gás e pelos grandes bancos, com giro financeiro de R$ 29 bilhões e sinais ainda favoráveis de fluxo estrangeiro. No câmbio, o dólar recuou 0,26% frente ao real, cotado a R$ 5,23, sustentado por entradas comerciais e pelo diferencial de juros que segue atrativo, mesmo com a divisa americana mais firme no exterior. Nos juros futuros, a curva doméstica registrou alta moderada ao longo dos vencimentos, refletindo ajustes pontuais em um dia de liquidez mais contida. No cenário doméstico, o IBCâBr mostrou leve perda de fôlego no fim do ano, com acomodação de indústria e serviços e alguma retomada no agro, reforçando a leitura de desaceleração gradual da economia brasileira.