Petróleo pressiona, mas Petrobras minimiza
As bolsas internacionais encerraram a sessão em baixa, refletindo a piora do apetite por risco diante do avanço das tensões geopolíticas e das preocupações com possíveis impactos sobre a oferta global de energia. O petróleo ampliou os ganhos ao longo do dia e voltou a se aproximar de US$ 80 por barril, reforçando receios inflacionários e reduzindo o espaço para cortes de juros nas principais economias. Investidores também repercutiram a ata do Federal Reserve, que reforçou a atenção ao cenário inflacionário, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o dólar seguiram pressionados para cima.
No Brasil, o Ibovespa fechou em baixa de 0,79% aos 170. 653 pontos e giro financeiro de R$ 21,7 bilhões, acompanhando o ambiente externo mais cauteloso, embora as ações ligadas ao setor de petróleo, sobretudo as da Petrobras, tenham ajudado a limitar perdas mais acentuadas. As taxas de juros futuras avançaram ao longo da curva, refletindo o impacto da alta do petróleo sobre as expectativas de inflação e pressionou os nomes sensíveis a trajetória dos juros. Enquanto no câmbio o dólar se enfraqueceu frente ao real (-0,1%) e encerrou cotado aos R$ 5,15.