Confira a seguir a análise do cenário econômico e as perspectivas para a bolsa em Abril, além das nossas Carteiras Recomendadas.
Mudança de comportamento: menos complacência, mais seletividade
O 2º trimestre começou com uma mudança do apetite por risco: depois do otimismo do inÃcio do ano, o Ibovespa passou a refletir um investidor â sobretudo o estrangeiro â mais tático e exigente, que não abandona a tendência, mas condiciona preço e posicionamento à presença de catalisadores domésticos.
Vetor global volta a ser o centro (e commodities ganham peso)
Desde a escalada dos conflitos no Oriente Médio, os direcionadores externos voltaram ao centro e, com a relevância das commodities no Ãndice, o mercado passou a responder mais a choques de cenário global do que a ruÃdos locais de polÃtica e fiscal â elevando a sensibilidade da Bolsa a narrativas de crescimento, inflação e termos de troca.
Rotação setorial e stock picking como disciplina central
Sinais mais claros de rotação emergiram: saÃda gradual do setor financeiro e migração para commodities e setores cÃclicos/sensÃveis a juros. Na prática, a alocação deixa de ser âbeta do Ãndiceâ e passa a exigir seleção fina â com histórias individuais, liquidez e assimetria carregando mais peso do que a direção geral do mercado.
Valuation ainda atrativo, mas postura defensiva: reduzir duration e beta
Mesmo com múltiplos ainda convidativos (Ibovespa negocia cerca de 10x P/L, em linha com a média histórica), o pano de fundo pede conservadorismo: choque de custos e baixa visibilidade sobre a duração do ciclo de corte de juros pressionam o curto prazo. Com isso, as mudanças propostas por esse mês objetivaram encurtar a duration da carteira, priorizar empresas lÃquidas, menos alavancadas, com dividendos e/ou poder de repasse de inflação, sem perder o radar para oportunidades pontuais em balanços e eventos de destrava de valor.